Uma História

Uma história verdadeira. Parte 1 

Foi assim que tudo começou. 
. . Uma menina nascida em Ontário, Oregon, numa pequena comunidade situada no meio de fazendas e ranchos, em 28 de agosto de 1932. 
Nome? Vondelae Eldred (sem nome do meio – e as pessoas sempre me perguntavam o porquê. Sim, havia um motivo). 

Uma breve história: meu irmão nasceu em 1934. Em 1935, papai vendeu sua parte da fazenda para o irmão dele e nos mudamos para Bellingham, Washington, perto da fronteira com o Canadá. Papai começou um negócio de entrega de combustíveis (na época, o combustível era carvão). 

Minha lembrança mais antiga foi quando eu tinha três anos e convenci meu pai a me deixar secar as louças que estava lavando (Mamãe estava cuidando do meu irmão). Papai puxou uma cadeira ao lado dele, me ajudou a subir e ficar em pé e me deu uma toalha para secar as louças. Eu era uma garotinha muito orgulhosa e papai escondeu bem o nervosismo enquanto mantinha um olhar atento sobre mim. 

As memórias vêm rolando… tomei um gole do perfume da mamãe após instruções severas para não tocá-lo – claro depois que tomei – para minha tristeza. 

O caminhão de gelo dirigindo pelo beco e eu correndo para contar ao motorista quanto gelo precisávamos para o nosso ‘refrigerador de gelo’, que usava enormes pedaços de gelo para manter a comida fria (antes da época das geladeiras elétricas) e a bagunça que acontecia na hora de livrar da água gelada e colocar novos pedaços de gelo… o chão da cozinha sempre recebia uma limpeza profunda depois. Adorava a confusão – mamãe odiava. Para ela, a pior parte era que precisávamos fazer isto a cada dois dias. 

Fazendo buracos em cada abacate numa caixa de abacates para ver se eles estavam maduros (ainda amo abacates). 
E mais lembranças – algumas engraçadas, outras embaraçosas. 

Quando tinha cinco anos, nossa família mudou para uma pequena fazenda perto de Bellingham, Washington. Papai amava a terra e sempre achava uma maneira de trabalhar com ela, onde quer que morássemos. 
Ele adquiriu outro caminhão para a firma, e a “Eldred Fuel” se tornava uma parte dos negócios de Bellingham. 

Mais memórias 😊 Mamãe e papai amavam a Deus, um ao outro, e meu irmão e eu … nessa ordem. Eu estava segura naquele amor, e amei Deus, meus pais, e meu irmão (de vez em quando. 🙂 

Tivemos as divergências normais entre irmãos, mas papai não permitiu brigas. Ele nos ensinou sobre como o coração pode ser partido pelas palavras raivosas. Com o tempo e a experiência, aprendi o valor desses ensinamentos. 

Conversava com Deus o tempo todo, sobre tudo – e ainda o faço. Jesus também estava envolvido nessas conversas, mas eu não sabia muito sobre o Espírito Santo, além de que Ele também fazia parte da Trindade. Entendi o valor do batismo nas águas – e fui batizada aos onze anos. 

Agora vou pular anos de lembranças – direi apenas que era um mundo diferente daquele que conhecemos agora. Mas Deus não era diferente. Ele sempre foi Deus e presente na minha vida. Contudo, ainda não conhecia o Espírito Santo, mas estava prestes a aprender! … 

No verão de 1967, nossa família (Cal Hall, eu e nossos cinco filhos – de 15 a dois anos) se mudou num navio cargueiro japonês para o Brasil. Fizemos parte de um grande grupo (em 1968 – 68 pessoas) que se mudou para trabalhar juntos e compartilhar as Boas Novas sobre Jesus Cristo em Belo Horizonte, MG, Brasil. O grupo começou a se formar em 1962, representando anos de trabalho e aprendizado, e foi chamado de “Operação ’68”. 

Estávamos tão preparados quanto podíamos estar, mas eu não tinha ideia nenhuma de algumas das aventuras que agora indelevelmente estão impressas em minha mente. Elas estavam esperando por mim, incluindo a mudança ao lado de uma família espírita ativa. 

Foi quando Deus iniciou um processo de ensino mais profundo. Vou compartilhar um pouco mais sobre isto amanhã. 
– voni 

AGRADECENDO DEUS – SEMPRE

Hoje estou me sentindo pensativa. Memórias passando na frente dos meus olhos. Você entende o que quero dizer? 

**** Uma piscina antiga em Contagem, MG. O musgo crescendo entre algumas das pedras… mas o Sr. José mantem a água limpa para que a família e os amigos possam se refrescar nos dias quentes sem vento. Algumas mangueiras estão crescendo próximo à beira da piscina, assim podemos pegá-las para comer. Em seguida, pulamos de volta na água e assim nos limpamos do suco da manga. 🙂

****A casa que construímos no topo de uma montanha perto de Belo Horizonte, MG. Foi um milagre, pois não tínhamos sálario vindo dos Estados Unidos… ganhávamos o dinheiro que pagava nossas contas ensinando inglês. Para nós, parecia absolutamente impossível,de construir uma casa. Mas não foi impossível para Deus!

Tenho MUITAS memorias de lá: risos e lágrimas. Mas hoje, quero contar uma incidente um dia quando estava lavando a roupa.

****A lavanderia ficava no porão… uma vez por semana, eu levava todas as roupas de cama e roupas sujas, separava-as em pilhas no chão de cimento (muitas pilhas), enchia a máquina de lavar com água fria e adicionava sabão Omo, jogava a primeira pilha de roupas na máquina, enchia os dois tanques de metal com água e começava. (As vezes, eu pensava em todas as vezes em que ajudei minha mãe a lavar roupas no mesmo tipo de máquina, no porão da casa da mamãe e papai nos EUA … tantos anos atrás!)

Mexendo com esta roupa, a máquina, os tanques e a agua foi como uma dança que durava muitas horas.

Primeiro, a roupa ia para o maquina de lavar para mexer, depois passava pelos rolos para primeira tanque para enxaguar, depois, espremia com os rolos para uma segunda tanque para enxaguar novamente e espremer novamente para a cesta de roupas. Era automático jogar as roupas até que fossem lavadas e levadas a cesta para pendurá-las… Minhas mãos e corpo estavam trabalhando e minha mente estava conversando com Deus – muito! Descobri que era um ótimo momento para resolver as coisas, nas minhas conversas com Ele.

****Uma lembrança que se destaca: Uma tempestade chegou e nos cercou lá na montanha: com todo seu barulho e raios. Só tinha o último cesto de roupas para pendurar… e corri para fazer isso.

O restante da área do porão tinha apenas um piso de cimento inacabado, e a parede do lado de fora estava aberta ao clima, com os tijolos criando uma sensação de “estar fora mesmo dentro”. Para o varal, tivemos que usar linhas de arame estendidos em vez de linhas de algadao de varal – pois o último não existia em nosso local.

Saí correndo da lavanderia com aquele cesto de roupas e comecei a usar os últimos prendedores de roupa para pendurar as roupas molhadas na linha de arame – isto NÃO foi inteligente! Até algumas vezes senti meu corpo arrepiar quando os raios se arquearam no céu. Somente mais tarde, quando pensei naqueles “arrepios”, percebi que bênção era estar usando tênis resistentes, com borracha suficiente para interromper meu contato com o chão – E um Pai amoroso que me protegeu!

A lição? Inúmeras vezes Deus nos protege. Muitas vezes sem que percebêssemos quando isso aconteceu.

Somente depois, ao olhar para trás, percebemos – e ficamos cheios de agradecimentos! Qualquer hora que reconheço esses momentos, fico admirada e agradeço a Ele novamente.
Voçê está agradecendo Deus sempre? e pode pedir o Espirito Santo que lhe mostre algumas vezes que Ele protegeu você… Você pode ficar surpreendido.

-voni-

“16 Alegrai-vos sempre, 17 oram continuamente, 18 dão graças em todas as circunstâncias; pois esta é a vontade de Deus para você em Cristo Jesus.” 
1 Tessalonicenses 5: 16-18