GOD AND COFFEE

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Portland,Oregon
I’m sitting at our table in the cozy kitchen nook. Spring sunshine is streaming in the windows as I gaze at our small backyard. I love this little corner of our home. Crazy as it sounds, this is my “retreat”, especially so at this time of the morning.

My three older children left about 15 minutes ago, heading to school. The two youngest are still asleep upstairs and my husband has gone to class, I am actually by myself in a quiet house – at least for a few minutes, and I am happy!

After clearing the table of family breakfast debris, my cup of coffee is ready, as I pop a slice of raisin cinnamon bread into the toaster. My notebook, Bible and commentary are open , taking up most of the table space. I manage to squeeze in a saucer to hold my toast to butter, then some honey and a slice of cheese. Ah! my
breakfast is ready.

I take a bite of that delicious toast, a sip of coffee, then open the commentary for the comments on the next scripture in my study on PRAYER. I read the verse, look it up in the commentary, then write the summation of my own thoughts in the notebook. I’m in the process of going through the New Testament and it is rich! I’m learning so much and , simply by writing down my thoughts, they remain more permanent in my mind.

My coffee and toast are about gone (the coffee got a little cool as I am writing, and I like hot coffee 🙂 I debate about another piece of toast, but hear some noises from upstairs. The smaller children are awakening… I quickly pick up my study material and put it up high enough that little hands can’t reach it. (This time I use the top of the refrigerator).

Wiping my hands on my apron, I run up the steep stairway and start my day, praying as I go. I’m going to need His help: I’m so thankful I can talk to Him. . .I wouldn’t make it without these conversations..

Pray without ceasing … talking to the Lord all day. It is much better than talking to myself!

DEUS E CAFÉ

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Portland, Oregon – Nos Estados Unidos

Eu estou sentada na nossa mesa que fica num cantinho aconchegante da cozinha. O sol da primavera está brilhando nas janelas enquanto eu contemplo o nosso pequeno quintal. Eu amo esse pedacinho da nossa casa. Por incrível que pareça, esse é o meu “esconderijo”, especialmente nesta hora da manhã.

Os meus três filhos mais velhos saíram há 15 minutos para irem para a escola. Os dois mais novos ainda estão dormindo no andar de cima, e o meu marido acabou de sair para a aula. Na realidade, eu estou sozinha em uma casa quieta – pelo menos por alguns minutos, e eu estou feliz!

Depois de limpar a mesa dos restos de café da manhã da família, minha xícara de café está pronta, enquanto eu coloco uma fatia de pão de canela com passas na torradeira. Meu caderno, Bíblia e comentários bíblicos estão abertos, ocupando a maior parte da mesa. Eu consigo dar um jeito e achar um lugar para colocar um pires para servir a minha torrada com manteiga, um pouco de mel e uma fatia de queijo. Ah! Meu café da manhã está pronto.

Eu dou uma mordida na deliciosa torrada, tomo um gole de café, e então abro o livro de comentários bíblicos para ler a explicação das Escrituras sobre o próximo capítulo do meu estudo a respeito da ORAÇÃO. Eu leio o versículo, procuro ele nos comentários e então escrevo um resumo dos meus próprios pensamentos em meu caderno. Estou passando pelo Novo Testamento, e é muito precioso! Eu estou aprendendo muito e, pelo simples fato de anotar as minhas reflexões, elas ficam de forma mais permanentes na minha mente.

Meu café e minha torrada já estão quase acabando – o café esfriou um pouquinho enquanto eu estou escrevendo, e eu gosto de café bem quente! Penso em comer outra torrada, mas escuto alguns barulhos no andar de cima. As crianças menores acordaram… Eu rapidamente pego meu material de estudo e o coloco em um lugar alto o suficiente para que pequenas mãozinhas não consigam alcançá-lo – desta vez, eu coloquei em cima da geladeira.

Enxugando as mãos no meu avental, eu subo as escadas íngremes correndo e começo o meu dia, orando enquanto prossigo. Eu vou precisar da ajuda Dele: eu sou muito grata por poder conversar com Ele. Eu não conseguiria sem essas nossas conversas…

Ore sem cessar… falando com o Senhor o dia todo. É muito melhor do que falar comigo!

CHOVENDO EM PORTLAND

(Benjamin Brink/The Oregonian) LC- The Oregonian

Um dia frio e chuvoso – típico de Portland, Oregon — Novembro

É hora de ir para casa. Eu corro para o meu carro, destranco-o, torcendo para não ficar totalmente molhada enquanto eu abro a porta e fecho rapidamente, entro, jogo os livros que estou carregando no banco da frente e bato a porta. Eu quero fazer tudo em um movimento rápido e fluido, para continuar enxuta, mas eu não tenho muito sucesso.

Eu saio, e o trânsito está lento. São 5:30 da tarde, a hora em que todo mundo quer ir para casa. Tudo ao meu redor está cinza. A forte chuva que está caindo, cria uma cortina que esconde tudo parcialmente, de modo que não há cor, deixando só aquele cinza sombrio.

Eu começo a falar com Deus sobre o dia: agora é um bom momento para isso. Eu tenho muitas coisas que eu quero falar com Ele, incluindo os materiais para as aulas de grupos de diferentes idades na igreja, onde sou a mais nova integrante da equipe: Pastora responsável pelo Ministério de Ensino Bíblico. Essa responsabilidade é um desafio – e eu amo ele.

Entretanto, neste momento, eu estou pronta para chegar ao meu pequeno apartamento, ligar o aquecedor, tirar essas roupas molhadas e pegar um pouco de café. Como eu estou morando sozinha, a refeição de fim de tarde é super simples.

Enquanto eu dirijo, minha mente viaja para uma cidade há milhares de quilômetros de distância, em um outro continente, onde eu vivi durante os últimos 20 anos. O número de habitantes está na casa dos milhões, em comparação com as centenas de milhares em Portland. Chove forte em Belo Horizonte, mas é uma chuva quentinha, não é gelada como em Portland.

Eu começo a falar sobre isso com o Senhor, perguntando a Ele quando eu vou voltar para aquela cidade e pessoas que amo.

Eu ouço uma voz. Ela fala baixinho: mas quando eu a escuto, eu presto bastante atenção:
“Você vai retornar, mas não ficará por lá permanentemente.”

Eu agarro o volante, consigo sair do trânsito e ir para o meio-fio, onde desligo o carro, coloco meus braços e cabeça no volante e chego a soluçar de tanto chorar.

“Senhor, o que sobrou? A infidelidade do meu marido e seus filhos com outra mulher me deixaram sem casamento e de mãos vazias.

Eu Te agradeço por cuidar de mim. O Senhor é fiel e demonstra o seu amor por mim de muitas maneiras!

Lembrando poucos dias atrás, eu ainda não consigo acreditar como eu caí de todos aqueles degraus da escada da igreja, com os meus braços ocupados, segurando uma caixa de livros e não me machuquei!
Estava trabalhando até tarde e o prédio estava vazio. Eu consegui me levantar do chão daquela escada, respirar fundo, juntar todos aqueles livros e terminar minhas tarefas antes de ir para casa.
Eu nem tive hematomas depois daquele tombo – mas eu ainda me lembro de como eu fiquei assustada e agradecida quando eu pensei em todos os “e se”…

“Pai, eu vou guardar essas palavras na minha mente e não vou pensar nelas. Se for a Sua vontade, o Senhor vai me mostrar quando for a hora e vai me dar a força de que eu preciso.”
Eu paro de soluçar, limpo os meus olhos, ligo o carro e volto para o trânsito, fazendo o que eu disse a Ele que faria.

Agora, estamos em 2021 – quase 31 anos depois daquela noite em Portland, Oregon.
Uma vez mais, eu estou em Portland. Embora eu não queira, creio que chegou a hora de colocar essas palavras na minha frente, orar para aceitar a realidade delas e aprender a andar nelas.

“Pai, eu vou precisar da sua ajuda!”

Voni

RAINING IN PORTLAND

(Benjamin Brink/The Oregonian) LC- The Oregonian


Portland, Oregon November A Cold and Rainy Day
Typical of Portland.

It is time to go home. I run to my car, unlocking it, hoping to not get totally wet as I open the door, hop in, dump the books I’m carrying into the front seat and slam the door shut. I want it all to be a fast and fluid motion so I can remain dry; I didn’t quite succeed.

I pull out into the slowly moving traffic. It’s 5:30 pm, the hour when everyone wants to get home. Everything around me is grey. The heavily falling rain creates a curtain that partially hides all so there is no color except that dismal grey.

I begin talking with God about the day: now is a good time for that. I have many things I want to discuss with Him, including Class material for different age groups at the church where I’m the newest staff member: Pastor of Education.. The responsibility is challenging – and I love the work.
However, at the moment, I’m ready to get to my small apartment, turn up the thermostat, get rid of these wet clothes, and get some coffee. Since I live alone, the evening meal is super simple.

As I drive, my mind moves to a city thousands of miles away on a different continent, where I’ve lived the past 20 years. The number of inhabitants is in the millions, rather than the hundreds of thousands in Portland, It rains hard in Belo Horizonte, but it is a warm rain, not cold like in Portland.
I start talking about it with the Lord, asking Him when I will get to go back to that city and the people I love.
I hear a voice. It is rarely I hear it: but when I do, I pay close attention!
“You will return, but you won’t be there permanently.”

I grip the steering wheel and manage to get out of the traffic and over to the curb, where I turn off the ignition, place my arms and head on the steering wheel – and sob.

“Lord, what is left? My husband’s unfaithfulness and his other children by another woman left me with no marriage and empty arms.”

“I thank You for caring for me. You are faithful – and show me Your love in so many ways! I remember how I fell down all those steps at the church, my arms loaded with a box of books, and I wasn’t hurt! That day, I was working late and the building was empty, I was able to get up from the bottom of that stairway, take some deep breaths, gather up all those books, and finish my tasks before going home. I didn’t even have bruises after that fall. (But I still remember how scared and thankful I was when I thought of all the “what if’s “)

“Father – I am going to tuck these words of Yours away in my mind and not be thinking of them. If that is Your will, You will show me when it’s the time and give me the strength I will need.”

I stopped sobbing, wiped my eyes, started the car, and edged into the traffic: doing what I told Him I would do.

Now – it is 2021 – 31 years after that night in Portland, OR.
Once again, I am in Portland. Although I don’t want to, I believe the time has come to pull out those words from long ago, pray about accepting their reality, and learn how to walk in them. Father, I will need Your help!

Voni