A MORTE NO BRASIL…

Esta é mais difícil.
A morte do nosso amigo em Natal na semana passada me fez colocar o pensamento no papel… Aqui está:
– Os EUA protegem famílias na morte – apesar de haver um custo para isso.
O Brasil NÃO protege famílias.
Eu não estou dizendo que uma forma é melhor que outra.
Ambas são difíceis, pois cada uma delas envolve perdas profundas.

Vou compartilhar algumas realidades da morte que experimentamos no Brasil: sem mencionar todas as emoções.

No Brasil:
Quando um ente querido parte, o corpo que foi deixado tem que ser enterrado dentro de 24 horas. Normalmente o embalsamento não é utilizado.
Portanto, não há luxo de tempo extra. Vocês podem perceber a matemática. 24 horas significam 24 horas.

Alguém da família tem que assinar os documentos para que o corpo seja transportado de casa ou do hospital. O corpo é preparado (muitas vezes pela família), colocado no caixão e o carro fúnebre o levará ao cemitério. Se houver tempo suficiente no relógio, a família poderá escolher um caixão aberto numa casa funerária ou numa área maior como um ginásio, quando há uma grande multidão de amigos. Às vezes a família só quer os amigos mais próximos, e eles fazem um culto simples na casa deles antes de irem para o cemitério.

Como alguém comunica a família e amigos acerca do falecimento? Principalmente por telefone e mensagens, às vezes por anúncio na rádio ou em um jornal de grande circulação.
Onde quer que as pessoas estejam, quando ficam sabendo, todos os planos são descartados e elas vão para onde a família está – de pé ao lado do caixão.
Pessoas deixam seu trabalho pelo tempo necessário.

O corpo é levado para o cemitério. Lá, os coveiros prepararam para descer o caixão (sem forros na cova para esconder a sujeira). Sem resmas de flores. Cordas desgastadas estão segurando o caixão no lugar. Palavras de conforto e esperança são ditas, orações. Então chega o momento que todos temiam. O caixão é descido, há uma surda pancada quando atinge o fundo, as cordas são puxadas para fora e a família joga o primeiro punhado de terra no caixão, alguns podem ter uma flor para lançar. Então aqueles que estão lá, se viram em lágrimas, deixando o corpo da pessoa amada para trás. Dependendo do cemitério, os coveiros começam imediatamente jogando pás cheias de terra no caixão. Eu já os vi fazer isso quando eu estava lá e quase me matou quando ouvi e vi aquilo acontecer.

Eu estava deixando alguém que eu amava – não, não a pessoa, mas o corpo. Mas eu conhecia aquele corpo.
Essa última parte não é diferente no Brasil, nos EUA, em qualquer país. Nós partimos, mas nosso amado não vai conosco.

Todavia, entre as lágrimas, há ESPERANÇA. O anseio pelo dia em que todos estaremos juntos novamente na presença do Senhor, unidos em alegria, movendo para a próxima fase de nossas vidas. Nós só temos breves vislumbres do que a vida será, mas esses vislumbres são o suficiente para me deixar animada e ansiosa por aquele dia!!!

O Senhor é o meu pastor e nada me deixa faltar.
Ele me faz descansar em verdes pastos.
Ele me conduz às águas tranquilas.
Ele restaura a minha alma.
Ele me guia no caminho da justiça por amor do Seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não terei medo algum.
A Sua vara e o Seu cajado – eles me confortam….
parte do Salmos 23.

Voni's View

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