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“Eu não pechinchei por isto”

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FEIRA LIVRE – “Eu não pechinchei por isto” Belo Horizonte, MG – Brasil – Outubro de 1967

Logo de manhã, antes do sol nascer, as pessoas montam suas tendas na feira livre.
Esta feira tem cerca de duas quadras de comprimento e as barracas são colocadas nos dois lados da rua principal, perto do aeroporto.

Eu caminho de casa até lá, levando três sacolas grandes descendo uma colina em uma trilha de terra por cerca de duas quadras, em seguida mais meia quadra de uma rua pavimentada, onde mulheres estão varrendo suas calçadas.

Eu tenho à mão uma lista contendo a tradução dos nomes das frutas e legumes, de modo que, se as pessoas que trabalham nas barracas não entenderem meu sotaque, eu posso lhes mostrar o nome da fruta que eu quero.

Eu calculei cuidadosamente que ½ kilo equivale a 1.1 lb., 1 kilo = 2.2 lb., 250 gramas = ½ lb. Vejo de perto o movimento do vendedor colocando os pesinhos da balança de um lado e do outro empilhando as frutas e legumes até dar o peso certo.
Tenho a lista dos nomes sempre em mãos, porque ainda não estou conseguindo falar bem certas palavras como pera (pear), goiabada (guava), mamão (papaya), cenoura (carrot), alface (lettuce) …e oh ! Muitas mais!

Um dos meninos carregadores que ganham dinheiro levando as sacolas aparece para ver se eu necessito de ajuda. Três sacolas = 3 meninos. A negociação de quem são os escolhidos foi concluída: eu dei uma sacola para cada um e voltei para minhas compras.
Cerca de cinco minutos mais tarde eu ouvi as crianças atrás de mim rindo. Eu me virei para ver do que eles estavam rindo e para meu desapontamento era de mim! Eu voltei para minhas compras tentando ignorar as risadas.

Mas eu não pude ignorar aquela risada exagerada, então me virei para olhar novamente. Agora não eram mais os três meninos, mas cerca de 8 meninos me seguindo; cada vez que eu digo alguma coisa para alguém na barraca eles começam a rir, alguns deles até rolam no chão – rindo da maneira como falo.

Estou contrariada. Eu não me atrevo a deixá-los a perceber o quanto eles estão me chateando, então me viro, termino minhas compras e coloco o resto das frutas e vegetais nas sacolas e me dirijo para casa. Enquanto caminho, eu oro pela gangue inteira para que não me sigam no caminho para casa. Obrigada Deus, eles não o fizeram! A atração de ganhar algum dinheiro carregando sacolas para outros no mercado foi mais forte do que serem capazes de rir de uma senhora estrangeira e seu bárbaro assassinato da língua portuguesa.
Enquanto eu caminho de volta para casa pela ladeira, em meio ao calor da manhã, aquelas sacolas ficaram pesadas para aqueles meninos carregarem, mas eu não sinto compaixão. Eu continuo muito zangada. Quando chegamos em minha casa eu paguei pela ajuda deles: eles agradeceram e voltaram rindo caminho abaixo.

Eu carrego para dentro da casa as sacolas pesadas com essas frutas e vegetais de nomes estranhos: então eu bato a porta – COM FORÇA!

Minha família olha para mim, assustada. – “Mãe, qual é o problema?” Minha voz quase falha e eu respondo exaltada entre lágrimas e risos: –É algo que os adultos irão rir quando eu falar, mas EU NÃO CONTAVA COM ISSO – TER AS CRIANÇAS DE RUA ROLANDO NO CHÃO RINDO, TODA VEZ O QUE EU ABRIA MINHA BOCA PARA DIZER ALGUMA COISA”

Eu queria ir para o quarto e chorar muito! Em vez disto, fui para a cozinha – para pegar água gelada, refrescar a cabeça, e começar a limpar e guardar os legumes e frutas que eu havia comprado.
Enquanto trabalho, eu tenho uma conversa detalhada com Deus a respeito de toda a situação. Lentamente me acalmo. Sim, meu orgulho foi ferido – mas eu também ri um pouco. “Aqueles meninos definitivamente se divertiram … e eu penso que eles não devem ter muitas oportunidades para diversão – mesmo que fosse às minhas custas”. Mas, oh! Querido Senhor, isto vai acontecer novamente na próxima feira livre? SOCORRO!

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Eu me pergunto; quantas vezes você se encontrou em situações que você não pechinchou? Que supostamente não deviam fazer parte da sua vida? Você riu disto? Fez você se sentir tola?

Uma coisa eu tenho que continuar perguntando para mim mesma:
“A minha autoestima está baseada no que os outros pensam sobre mim?”

Ou sobre o fato de que Deus me chama como seu filho e Jesus Cristo, o Filho de Deus me chamar seu amigo?  E na realidade sempre presente que sou amada por Ele! Obrigada Pai e Senhor

“ Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.” Salmos 34:4 NVI

– Voni

Meus agradecememtos para estas duas mulheres!
Tradução: Maria Elí Carneiro dos Santos
Revisora: Maria Judith Prado Menga

O Dia que a Água Corria no Sentido Errado

Argentina Maru freighter-passenger

Agôsto de 1967  Nós estamos no Argentina Maru, um cargueiro Japonês que, também, leve passageiros. Nossa família está mudando dos EUA para o Brasil, depois muitos anos de preparação.

O convés do navio está cheio dos celebrantes, porque estamos perto da linha do equador.  Trata-se de um lindo dia, céu azul, mar azul; o nosso barco está em algum lugar no Oceano Atlântico… Eu não tenho nenhuma idéia de onde e agradecido que o comandante e a tripulação sabem.

As palavras retumbam do altifalante: “Estamos cruzando a linha do equador” e os passageiros se viram loucos. Corro com pressa para nossa cabana. Não quero perder o que está acontecendo no convés, mas EU TENHO QUE SABER.

Eu corro e entro em nossa cabana, indo para a pia e ligo a água, observando ela  tagarelar para baixo pelo dreno. É verdade! Temos cruzado a linha invisível do equador, e a água agora vai descendo contra a maneira como ela estava indo!    Eu olho em admiração/

Curiosidade satisfeita, eu desligo a água, e com pressa volto para o deck superior onde o festa está. Uma super-abundancia de comida gostosa, muito sol, uma brisa vinda do movimento do nãvio – e a tripulação que sabe como preparar e servir camarão em maneiras diferentes e deliciosas.

Cruzando a linha do equador é um evento que merece a celebrar, e a festa continuava .globe n & s america

Somente a noite, com os dois filhos menores e  eu e meu marido, todos em nossos beliches, que deu um siléncio e a oportunidade para pensar. Eu estou deitado numa das beliches em baixo, revisando o dia na minha mente.

Como eu estou olhando para o escuro, posso fracamente ver a cortina balançando na frente da janela pequena, e sou capaz de gastar tempo a pensar da maneira que a água está descenda na pia nestas últimas horas.

Começo  conversar com Deus sobre o assunto.
“Pai,obrigado por este dia, que eu nunca vou esquecer.  Eu, filha dum agricultor estou em um navio que atravessou a linha do equador!
Às vezes isto parece ser tudo como um sonho, mesmo que estou acordado.  

Pergunto-me o que é que o futuro reserva.  

Por favor, Senhor, nos manter nas Suas mãos , nos protege, nos guia.

Me deixa segurar a Sua mão em todos os momentos.”

Relaxada antes de adormecer, sinto a vibração do navio que está cortando as ondas, ouço a minha família respirar, o ligeiro tilintar de itens vibrando, e estou contente.

Não há dúvida de que temos hemisférios norte e sul . O que Deus fez desenhar uma linha ao redor do centro do rodopio terra”?  E por quê?

Como pode a tripulação do navio saber quando eramos prontos de atravessar essa linha? Não é óbvio sem instrumentos de navegação. No entanto, embora furacões não têm ferramentas de navegação, porque elas não atravessam essa linha!

O que poder e inteligência para colocar formar este universo! O gênio da criação matemática!!?  Incrível!

E o Criador de tudo isso, me chama Sua filho e me ama?  E ama a cada um, da mesma forma!

Estou sem palavras, e com um temor respeitoso do Senhor!

– Voni  

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Novembro 1967 Aqui está minha casa nova?

BH years ago I think

O sol da manhã brilha em um brilhante céu azul. Estou à janela, olhando para a linha do horizonte de   montanhas que circundam a cidade de Belo Horizonte, Brasil: a nossa nova cidade de cerca de 2 milhões de habitantes. Estas montanhas se levantam contra o horizonte: sem neve, mais arredondada de irregular.
Estou pensando: “ Lá em Oregon,  estas montanhas seriam chamados colinas altas, mas aqui elas são chamados montanhas. Se houvesse montanhas altas o suficiente para ter neve sobre elas, como que seria algo! .”  Está óbvio que estou com saudades da minha terra nos EUA.

Por trás de mim é um quarto  bom de tamanho onde as minhas três meninas dormem: as idades de 14, 12 e 5. Os dois rapazes (de 15 e 3) tem um quarto no final do corredor. Redes mosquiteiras abrangem as duas camas beliche e uma outra cama. Foi um desafio para colocar adequadamente, para que pudesse proteger sem cair! Viver e aprender . . . E muito aprendizado se está a passar!

 

Estamos aqui!, Eu continuo falando comigo mesmo.  Cinco anos de trabalho árduo e preparação para fazer esta mudança, cerca de um mês  no  navio japonês para passageiros e carga, o tempo em São Paulo para algumas aulas sobre a cultura brasileira- que foram bem  interessantes, a viagem para Belo Horizonte, o tempo em um hotel enquanto procurávamos lugares para viver, depois se espalhando na cidade, recebendo os itens que tinhamos enviados, comprando mobiliário simples para a casa – como as camas para dormir (sempre bom!), um simples fogão para cozinhar e uma pequena geladeira, mais, mais algumas coisas.

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Pela primeira vez em quase dois meses, o nosso grupo de cerca de 40 pessoas,  não éstá  conjunto, como cada família dispersa fora para suas próprias casas. Todos os outros familias se estabeleceram mais no centro da cidade. Nosso família  estamos nos subúrbios cerca de 20 minutos de carro do centro da cidade.  Porque nós ainda não temos um carro, o ônibus está nosso meio de transporte. . . Que é outra aventura.

Todas as pessoas ao nosso redor falam Português e eles ficam olhando para nós, como estamos falando  inglês. Tenho que lembrar que entram pela porta de trás do  ônibus, sair da frente.  Não temos telefone – que vai custar US$1.000 para obter. Por agora, estamos caminhando por uma rua de terra para a casa de uma vizinha para usar o telefone dela. A cozinha dela se vira um ponto de encontro para aquela parte do bairro, todo mundo indopara lá. Toda vez que eu vou lá, eu levo um dinheiro  para pagar a chamada, planejando de gastar pelo menos 30 minutos para tomar um cafézinho  e práticar meu Português. Esta cozinha está 0 centro da fofoca para lá, e tenho certeza que elas sempre têm comentários a dizer sobre esta americana depois que eu sair.

Um ótimo serviço que esta vizinha ofereça ? Se alguem estiver  na cidade e não conseguisse chegar em casa como estava previsto, a pessoa pode telefonar nosso vizinha (pode precisar de esperar para que a linha não seja ocupada), e ela envia um dos seus filhos para avisar.

Uma vez que isto aconteceu e destaca-se na minha mente: o nosso filho mais velho foi para o centro da cidade  para ensinar algumas aulas de inglês.   No 10º andar, com vista para a avenida principal da cidade, ele tinha uma maravilhosa vista arquibancada para assistir ao fluxo e refluxo da polícia usando gás lacrimogêneo para quebrar uma grande manifestação contra o governo. Obviamente, nosso filho chegou em casa já bem tarde naquela  noite, super animado, e esta mãe estava orando muito!

Nossa cozinha tem apenas água fria para lavar as louças (uma esponja com detergente, enxágüe em água fria.) Fico preocupado sobre as germes – e converso com Deus.. Colocamos a água que vem da nossa cisterna em um alto  filtro de água feito de barro . Dois mêses mais tarde, vou descobrir que a nossa  poço  de água esté contaminado, quando alguns de nossos filhos ficaram doentes; comecei a ferver por 20 minutos toda a água que bebemos.

Eu olho para baixo da janela do segundo andar onde eu estou para ver um quintal de concreto l, uma casinha de bombas para obter a água do nosso poço e uma bela piscina, totalmente vazia de água. Não temos água suficiente para enchê-la               .

QUERO ter outro olhar novamente nas colinas, lembrando os versos: “Levanto os olhos para os montes. De onde me virá o auxílio? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.” Salmos 121:1

“Bem, Senhor, elas não são as montanhas que coneço,  são colinas.. Mas posso olhar para elas e falar comTigo. OBRIGADA! “.

 Um dos meus filhos apela para mim com uma urgência na sua voz. Eu viro de costas à janela, a minha hora de introspecção tranquila  terminou.

Oro como  eu caminho rapidamente para as vozes animadas que  estou ouvindo. “OK Deus, nós estamos aqui porque O Senhor nos trouxe aqui. Por favor, me ajude,  e todos de nós. E estou  grato por estes “montanhas” para me lembrar de conversar com O Senhor!”

É interessante para mim que este dia há quase 50 anos ainda continua forte em minha memória. Eu tenho um tesouro cheio de lembranças especiais de tempos e lugares quando me falei com Ele, e as conversas que me ajudaram durante o dia – ou dias. Ele é o relacionamento mais achegado que tenho.. Diga-me, você fala com Deus como você caminhe através do seu dia?

Diga me – você fala com Deus enquanto você está caminhando através do seu dia? 

Você tem arcas do tesouro no seu coração: os lugares onde – quando você pensa deles – você lembre-se algumas das suas conversas com Deus? Nestes lugares e momentos podem enriquecer as nossas vidas para sempre.

Belo_Horizonte_vista_sob_o_Mirante.Belo Horizonte agora, em 2015,  tem cerca de 5 milhoes habitantes… já cresceu muito além daquelas montanhas que encercaram a cidade.

 

Confiança ou Loucura

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Em uma extremidade do celeiro, a menina de dez anos de idade, está em pé com o corpo tenso, sobre um imenso monte de feno.

A pequena garota olha através de uma fresta para outra enorme pilha de feno no fundo do celeiro. Segura com força em suas mãos uma corda ligada a uma polia fixada acima da sua cabeça. A polia está em um trilho de metal que corre por toda a extensão do celeiro, de uma extremidade a outra. Ela e mais duas ou três crianças confabulam sobre a melhor maneira de segurar a corda

(É um pouco difícil vê-los pois a luz do celeiro passa através das poucas janelas e a área daquele lado do celeiro é muito alta). Mas as vozes soam estridentes e claras, através das frestas da luz solar cheia de partículas de pó que caem como desenhos variados sobre o feno.

Cuidado.” “Segure firme na corda!” “Mantenha os olhos abertos para que você saiba quando soltar antes de bater na parede do outro lado.” “Não pule muito rápido. ” “Tenha certeza de que vai cair no monte de feno do outro lado” “Balance bem forte, assim quando você soltar a corda assim, a polia irá direto para a outra extremidade. Você não quer cair em um lugar com pouco feno abaixo de você.”

A expectativa aumenta à medida que a menina vacila – então ela respira fundo, agarra a corda firmemente, tenta se mover através do feno empilhado, e então ela salta!

Balançando na corda que está esticada por causa do peso, a menina segue a polia que está acima dela e corta o ar assoviando (o que é um sentimento estranho e delicioso!) Vê a outra pilha de feno próximo e abaixo da sua linha de visão, e solta a corda tombando no feno fresco com cheiro doce abaixo dela; bem antes de chocar-se com a outra parede.

Ela se arrasta para o topo da pilha de feno, sorridente e orgulhosa, quando as outras crianças irrompem em gritos de vitória. Ela conseguiu!!!! Que diversão! Em seguida, aguarda a sua vez de repetir a viagem de volta para balançar na outra pilha de feno. Ela correu o risco e aprendeu que podia confiar na corda e na polia – e está pronta para mais.

Aquela pequena garota era eu, junto com meu irmão e algumas crianças das fazendas vizinhas. Nós repetíamos aquelas brincadeiras a cada ano após o feno ser colhido nos campos e empilhado no celeiro. (É por isso que a corda e a polia estavam lá em primeiro lugar). Gostávamos de brincar ocasionalmente aos sábados até que ficasse muito frio ou até que o nível do feno ficasse bem reduzido por ter parte sido dado ao rebanho e o salto se tornasse muito perigoso, e nossos pais diziam: Basta!

Éramos tolos brincando daquele modo no feno?

Nós víamos aquela corda e a polia sendo usadas para levantar cargas pesadas de feno para fora das carroças puxadas por cavalos – e mais tarde, puxadas por tratores – em seguida, observávamos o feno puxado acima para o celeiro e colocados nos palheiros. Nós entendíamos (sem compreender plenamente) o mecanismo da corda e da polia e do trilho de metal que rolava. Nós poderíamos confiar nele. E se nós seguíssemos as regras, daria tudo certo. Se desobedecêssemos essas regras nós nos daríamos muito mal.open Bible s

É quase o mesmo com nossa caminhada com Cristo, nosso Senhor! Nós lemos Suas promessas na Bíblia. Nós vimos outros andarem e confiarem nele, e como Deus os usa. Nós decidimos correr o risco de confiar n’Ele, e descobrimos que esse é um sentimento estranho e encantador sair para o desconhecido com Ele.

Para obedecê-lo é necessário CONFIANÇA.

Ele nos diz para perdoar (quando eu não quero) e temos que confiar nele o suficiente para descobrimos a liberdade de sair de debaixo da escravidão da falta de perdão. Isso nos surpreende, uma vez que nos liberta, e nós ganhamos mais coragem para confiar nele. Temos que aprender mais sobre o amor. . .

Ele também coloca limites, dando-nos fronteiras para não cruzarmos: para nos proteger de ferir a nós mesmos ou outros. Nós aprendemos com a experiência que seus limites são válidos.

Todos nós aprendemos que, mesmo aqueles que amamos podem falhar. MAS SEMPRE PODEMOS CONFIAR NELE.

Às vezes, nós julgamos mal e damos com a cara na parede do celeiro e nos machucamos, ou saltamos e pousamos no feno raso.

Ou somos surpreendidos e feridos por ataques; traições, mentiras que nos atingem. Mas nós temos uma mão para segurar que é mais forte do que uma corda, e Deus nos diz:

“O Senhor firma os passos de um homem,
quando a conduta deste o agrada;”
Salmos 37.23  

É incrível para mim como somos amados neste “palheiro” que chamamos de vida!

O mistério da Trindade: Deus (o Pai), Jesus Cristo (nosso Senhor), e Seu Espírito Santo (nosso Conselheiro e Mestre), é que nos pega cada vez, tira nossas poeiras para fora, nos coloca em nossos pés novamente, em seguida, segura nossa mão direita,

animando-nos do outro lado do espaço vazio,

velando por nós à medida que Ele caminha conosco,

regozijando-se conosco, com nossas vitórias,

amparando-nos quando choramos.

“Eu os tirei dos confins da terra, de seus recantos mais distantes eu os chamei.
Eu disse: “Você é meu servo”; eu o escolhi e não o rejeitei.
Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo,
pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei;
Eu o 
segurarei com a minha mão direita vitoriosa.”
                                                                 Isaias 41.9-10    

                  

Eu encontrei Alguém em quem posso sempre confiar.

Eu quero que você também O conheça.

 – Voni

Quem ou qual é a corda a qual você agarra sua vida?

Você sabe?

 

Revisora: Maria Judith Prado Menga
Tradução: Maria Eli Carneiro dos Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SIMPLESMENTE ESCREVENDO

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Esta noite, sinto-me frustrado… não sei porque..

QUERO escrever – não só sobre dores e aprendizagem… mas sobre o Reino de Deus que é o país mais importante para mim aqui na terra.

Como posso compartilhar sobre comunicação intercultural entre o Reino de Deus onde moro espiritualmente e esta nação onde eu vivo. . Como posso compartilhar entre as linhas culturais  Onde estão as pessoas que tem interesse nestes assuntos?

Eu sou americano, na esperança de conseguir minha cidadania brasileira, mas eu vivo no reino de Deus. Vivo no meio de leis e princípios que não mudam.  Posso confiar neles. As leis de Deus, se provaram a mim, inúmeras vezes. 

E o mais que aprendo com a história e a ciência me faz a dizer “COMO DEUS É MARAVILHOSO!”

 

Também quero escrever sobre algumas das coisas divertidas que aconte; algumas  coisas assustadoras; e sobre alguns dos desafios.

Como posso descrever a surpresa  quando um papagaio estava em cima da mesa a nossa anfitriã da casa, e picando a comida fora de nossos  pratos? E o sapo na selva que estava chamando o nome da Joooeeeeeeeeeeee.

Ou o momento em que eu estava sentado em um restaurante à beira da estrada onde paramos para comer, e os cães e galinhas vieram e fizeram a limpeza dos alimentos que caiu no chão.   As vezes as pessoas que estavam comendo simplesmente jogaram algo no chão se elas não as quiseram  Não, eu não fui a verificar a cozinha. E contrasto isso com alguns dos maravilhosamente incríveis restaurantes onde eu já comi . . .

Hotéis tão bons onde ficamos  – contrastado com minhas memórias de um hotel onde passamos uma noite e nosso quarto não tinha teto, apenas o telhado nu, e as centenas de teias de aranha entrelaçados entre as telhas e o traves de madeira. (Felizmente nemhuma aranha caiu sobre nós durante a noite.)

A grandiosidade das Cataratas do Iguaçu Falls (para mim ainda mais bonito do que a Niagara Falls), e o “encontro das águas” na Amazônia. A maravilha do Ó Redentor – a estátua do Cristo no Rio de Janeiro.

THE VIEW
THE VIEW

O dia que quase 100 pessoas foram batizados numa piscina privada, num acampamento: todos nós viajávamos de carro até lá e – assim como os batizados foram iníciando – um enorme temporal tropical começou despejar baldes de água para baixo sobre toda a gente.

Todos nós assistindo ficamos tão molhadas na chuva como aqueles que foram baptizados… e nós todos riram, cantaram, rezaram e se alegraram juntos. Aqueles que foram baptizados tinha trazido uma mudança de roupa. Todo o resto de nós fomos para casa – MOLHADOS.

O incrível céu cheio de estrelas que ficou tão perto da terra enquanto eu andava à noite em um campo duma fazenda longe de Brasília,  e longe de eletricidade.

A solidão – e as alegrias, fracassos e vitórias – os desafios de aprender uma nova cultura  idioma e país, e criando nossos seis filhos …                       

 

Meu coração anseia a compartilhar estes pensamentos e experiências.

Quem queria ouvi-los?  Será um incentivo para alguem?

– Voni     IMG_20140830_181743

 

 

Aonde Estou?

Onde estão as minhas mãos tocando neste globo hoje à noite? E onde estão suas?

Neste dia, minhas mãos físicas estão tocando as paredes de nosso apartamento em Portland, Oregon, EUA
Eu olho para fora da janela aqui e vejo árvores verdes altas balançanda na brisa, vários edifícios, uma escola primária com seu campo de esportes, uma área de grama que se estende para fora para talvez 1/2 de um bloco. Abaixo nosso apartamento no 4 º andar, está uma rua movimentada, onde o zumbido do tráfego e uma sirene ocasionalmente penetram através das janelas fechadas.

As “mãos do meu coração“ estão tocando nosso apartamento no terceira andar. num prédio em Natal, RN, Brasil.
Em Natal, as janelas e as portas de correr que se abrem para uma pequena varanda estão sempre abertas. (Quando uma tempestade de chuva vem do oceano eu vou “correr rápida” com minha bengala, para fechá-las.) É um apartamento muito pequeno: o meu “ninho.” Quando eu olhar para fora das janelas , intercaladas entre os hotéis e apartamentos, eu tenho vistas de ondas do mar e uma grande duna de areia de cerca de três quarteirões para baixo do nosso morro. A rua abaixo é de paralelepípedos: algumas das pedras faltam em dois lugares forçando  os carros andando na rua de estar cautelosos. Os sons que entram em nosso apartamento ? um carro ocasional, vozes de pedestres que andam por aí  e, de vez e quando,  os pequenos sinos do vento tocando delicadamente

Você e eu podemos estar de continents diferentes, nacionalidades diferentes e culturas diferentes. Talvez a cor de pele exterior sobre os corpos está diferente.

Mas – dentro da pele, nós somos semelhantes. Nossos corpos têm sangue vermelho que nossos corações bombeam. Nossos cérebros estão em nossas cabeças, entre os nossos ouvidos. (Às vezes me pergunto sobre o meu, se verdadeiramente está no lugar certa ou não?)

Me  diga, você já parou de olhar  para si mesmo para ver o que suas mãos físicas estão tocando?

E em suas memórias? O que as suas  “mãos do coração” estão tocando?

O que você está pensando?

Encontrar Eliza – Encontrar-me

Portland, OR
2005/04/22
“Encontrar Eliza”

Estou acordado desde 4:30 desta manhã. Incapaz de dormir. Veio para a sala de estar, coloco o computador no meu colo. Muitos pensamentos passando por meu cérebro, mas eles estão emaranhados e confusos. Vau ver se eu posso separá-los.

Ontem à tarde, minha mente e meu corpo estavam cansados depois de trabalhar no computador na resolução de itens diferentes. Eu fiz algo que quase nunca faço: me estirei em cima do nosso pequeno sofá. Minha cabeça repousadp em cima dum dos braços almofadado; meus pés em cima da outra. Senti-me bem – e minha lógica era que foi bom para a minha circulação, porque nesta posição, os meus pés ficaram mais altos do que o meu coração. Desde que eu não queria desperdiçar o tempo, pequei o meu Kindle roxo e começei a ler um livro chamado Finding Eliza por Stephanie Fishman.

Planejava permitir-me apenas uma hora. ERRADO!

Em vez duma hora, passei várias horas me estirado em cima daquela sofá, “melhorando a minha circulação sanguínea”, envolvido em uma história que tocou minha mente e meu coração! Fui vividamente lembrado da importância da família e amigos, como essas relações nos ajudam a caminhar através de tempos de “sem respostas” no meio dos acontecementosl Como a Palavra de Deus faz uma “pegada” em nossas vidas, e traz direção.  O autor pintou cenas com as suas palavras que estão vivas na minha mente.

As horas se passaram. Eu terminei o livro, fechei o meu Kindle, e me levantei a pensar. Eu gostei da leitura, eu gosto do livro, mas eu estava preocupado, inquieto no meu espírito. PORQUÊ?

Como eu bater nessas teclas de computador, eu quero colocar em palavras a desembaraçar das minhas emoções a partir da leitura Finding Eliza e os desafios que ela tinha.

Primeiro:esteja ciente que eu estou escrevendo isso do ponto de vista de se mover para fora do meu país para outro continente e cultura, vivendo lá a maior parte da minha vida.
Para fazer isso eu tive que deixar para trás os piqueniques em família anuais, a fácil disponibilidade para estar com os meus pais e irmão; toda a família … Centenas de pessoas  Os nossos seis filhos perderam contato com seus avós, tias, tios e primos.

Nós nos mudamos para uma cultura onde a família é muito importante. Eu não tinha nenhuma preparação pela dolorosa solidão que experimentávamos sem família alargada e eu chorei por meus filhos. Como eu morava no dia a dia, eu literalmente pendurado para o verso Matt 19:29 quando Jesus está falando.
Nova Versão Internacional
“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos por minha causa, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.”

Isso foi em 1967, antes de satélite, internet, fáceis ligações internacionais, nada de Skype ou Facebook ou Google NADA!
Uma carta levava cerca de 10 dias (indo para ou do Brasil), se chegasse?.
Em 1967 nós estávamos lá, vivendo no meio de uma linguagem totalmente diferente, numa cultura totalmente diferente, isolado dos Estados Unidos. Sou incapaz de descrever a profundidade das emoções e questões: a necessidade absoluta de ler as escrituras acima muitas vezes para manter minha sanidade. Nós, e nossa 5 (em breve 6) filhos estavamos vivendo no Brasil, e precisavamos aprender a estar “em casa”no Brasil. Nós estávamos andando numa choque cultural, bem grande!

Passou três anos antes que eu começarei a me sentir um pouco em casa. Amizades ao longo da vida começaram a se formar, mais fluente na língua, a cidade de 2 milhões começando a me familiarizar; Eu até sabia alguns bons atalhos quando estava dirigindo. Eu tinha passado por muitas fases de choque cultural … ainda tinha mais na minha frente.

O que isso tem a ver com o livro Finding Eliza ?
Eliza encontrou uma cultura diferente: uma para o qual não estava preparada.Fiquei surpreso como eu me identifiquei com as suas frustrações, incredulidade e raiva.

Este pequeno livro tocou nas cordas de coração da minha vida, tocando acordes eu tinha quase esquecido, fazendo com que as memórias eram como enchente, entrando a inundar a minha mente e minha alma; me lembrando mais uma vez da importância da família. Amor expresso como aprendemos a estar juntos, amor trabalhando através de personalidades variadas, discordâncias, mas ainda juntos, mesmo se estuver seperados pelos milhares de quilômetros. Isso requer transparência, a honestidade, a vulnerabilidade e enormes quantidades de perdão.

Deus sabe que muitas vezes falhamos miseravelmentes neste atribuição da família que Ele colocou em nossas mãos. Mas Ele nos dá o exemplo vivo da unidade da família através do Deus Trino – três num só; e Ele invade nossas vidas com parentes de sangue, família espiritual, entrelaçando-os dentro e com as nossas vidas, enriquecendo e desafiando-nos.

E – o que agora? O que é uma das minhas próximas lições?
Será que o Senhor me permita viajar, ter tempo com os entes queridos, tanto nos EUA e no Brasil?
Eu estou esperando por essa bênção porque eu odeio separação. E há tantos de vocês quem desejo muito a ver.
Mas, eu não tenho idéia nenhuma o que Ele vai fazer comigo. Ele é, mais uma vez, me colocando em uma situação em que – se eu quizer a paz interior – Eu tenho que confiar nEle.

Tenho que sorrir e quase rir. Ele tem feito isso comigo tantas vezes ao longo dos anos. Alguém poderia pensar que eu teria isso bem aprendida até agora. A verdade é que eu aprendi a profunda alegria que há em confiar nEle. No entanto, em cada circunstância, há sempre um novo desafio de aprender de novo do caminho da obediência e confiar totalmente mais uma vez.

Acho que já desembaraçei a maioria das emoções e pensamentos da outra noite.Vamos ver
Talvez eu vou dormir melhor esta noite.

E Stephanie Fishman, obrigada. Seu livro Finding Eliza conectou comigo em áreas que tinha quase esquecido e precisei me lembrar.

– Voni P.