Confiança ou Loucura

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Em uma extremidade do celeiro, a menina de dez anos de idade, está em pé com o corpo tenso, sobre um imenso monte de feno.

A pequena garota olha através de uma fresta para outra enorme pilha de feno no fundo do celeiro. Segura com força em suas mãos uma corda ligada a uma polia fixada acima da sua cabeça. A polia está em um trilho de metal que corre por toda a extensão do celeiro, de uma extremidade a outra. Ela e mais duas ou três crianças confabulam sobre a melhor maneira de segurar a corda

(É um pouco difícil vê-los pois a luz do celeiro passa através das poucas janelas e a área daquele lado do celeiro é muito alta). Mas as vozes soam estridentes e claras, através das frestas da luz solar cheia de partículas de pó que caem como desenhos variados sobre o feno.

Cuidado.” “Segure firme na corda!” “Mantenha os olhos abertos para que você saiba quando soltar antes de bater na parede do outro lado.” “Não pule muito rápido. ” “Tenha certeza de que vai cair no monte de feno do outro lado” “Balance bem forte, assim quando você soltar a corda assim, a polia irá direto para a outra extremidade. Você não quer cair em um lugar com pouco feno abaixo de você.”

A expectativa aumenta à medida que a menina vacila – então ela respira fundo, agarra a corda firmemente, tenta se mover através do feno empilhado, e então ela salta!

Balançando na corda que está esticada por causa do peso, a menina segue a polia que está acima dela e corta o ar assoviando (o que é um sentimento estranho e delicioso!) Vê a outra pilha de feno próximo e abaixo da sua linha de visão, e solta a corda tombando no feno fresco com cheiro doce abaixo dela; bem antes de chocar-se com a outra parede.

Ela se arrasta para o topo da pilha de feno, sorridente e orgulhosa, quando as outras crianças irrompem em gritos de vitória. Ela conseguiu!!!! Que diversão! Em seguida, aguarda a sua vez de repetir a viagem de volta para balançar na outra pilha de feno. Ela correu o risco e aprendeu que podia confiar na corda e na polia – e está pronta para mais.

Aquela pequena garota era eu, junto com meu irmão e algumas crianças das fazendas vizinhas. Nós repetíamos aquelas brincadeiras a cada ano após o feno ser colhido nos campos e empilhado no celeiro. (É por isso que a corda e a polia estavam lá em primeiro lugar). Gostávamos de brincar ocasionalmente aos sábados até que ficasse muito frio ou até que o nível do feno ficasse bem reduzido por ter parte sido dado ao rebanho e o salto se tornasse muito perigoso, e nossos pais diziam: Basta!

Éramos tolos brincando daquele modo no feno?

Nós víamos aquela corda e a polia sendo usadas para levantar cargas pesadas de feno para fora das carroças puxadas por cavalos – e mais tarde, puxadas por tratores – em seguida, observávamos o feno puxado acima para o celeiro e colocados nos palheiros. Nós entendíamos (sem compreender plenamente) o mecanismo da corda e da polia e do trilho de metal que rolava. Nós poderíamos confiar nele. E se nós seguíssemos as regras, daria tudo certo. Se desobedecêssemos essas regras nós nos daríamos muito mal.open Bible s

É quase o mesmo com nossa caminhada com Cristo, nosso Senhor! Nós lemos Suas promessas na Bíblia. Nós vimos outros andarem e confiarem nele, e como Deus os usa. Nós decidimos correr o risco de confiar n’Ele, e descobrimos que esse é um sentimento estranho e encantador sair para o desconhecido com Ele.

Para obedecê-lo é necessário CONFIANÇA.

Ele nos diz para perdoar (quando eu não quero) e temos que confiar nele o suficiente para descobrimos a liberdade de sair de debaixo da escravidão da falta de perdão. Isso nos surpreende, uma vez que nos liberta, e nós ganhamos mais coragem para confiar nele. Temos que aprender mais sobre o amor. . .

Ele também coloca limites, dando-nos fronteiras para não cruzarmos: para nos proteger de ferir a nós mesmos ou outros. Nós aprendemos com a experiência que seus limites são válidos.

Todos nós aprendemos que, mesmo aqueles que amamos podem falhar. MAS SEMPRE PODEMOS CONFIAR NELE.

Às vezes, nós julgamos mal e damos com a cara na parede do celeiro e nos machucamos, ou saltamos e pousamos no feno raso.

Ou somos surpreendidos e feridos por ataques; traições, mentiras que nos atingem. Mas nós temos uma mão para segurar que é mais forte do que uma corda, e Deus nos diz:

“O Senhor firma os passos de um homem,
quando a conduta deste o agrada;”
Salmos 37.23  

É incrível para mim como somos amados neste “palheiro” que chamamos de vida!

O mistério da Trindade: Deus (o Pai), Jesus Cristo (nosso Senhor), e Seu Espírito Santo (nosso Conselheiro e Mestre), é que nos pega cada vez, tira nossas poeiras para fora, nos coloca em nossos pés novamente, em seguida, segura nossa mão direita,

animando-nos do outro lado do espaço vazio,

velando por nós à medida que Ele caminha conosco,

regozijando-se conosco, com nossas vitórias,

amparando-nos quando choramos.

“Eu os tirei dos confins da terra, de seus recantos mais distantes eu os chamei.
Eu disse: “Você é meu servo”; eu o escolhi e não o rejeitei.
Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo,
pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei;
Eu o 
segurarei com a minha mão direita vitoriosa.”
                                                                 Isaias 41.9-10    

                  

Eu encontrei Alguém em quem posso sempre confiar.

Eu quero que você também O conheça.

 – Voni

Quem ou qual é a corda a qual você agarra sua vida?

Você sabe?

 

Revisora: Maria Judith Prado Menga
Tradução: Maria Eli Carneiro dos Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SIMPLESMENTE ESCREVENDO

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Esta noite, sinto-me frustrado… não sei porque..

QUERO escrever – não só sobre dores e aprendizagem… mas sobre o Reino de Deus que é o país mais importante para mim aqui na terra.

Como posso compartilhar sobre comunicação intercultural entre o Reino de Deus onde moro espiritualmente e esta nação onde eu vivo. . Como posso compartilhar entre as linhas culturais  Onde estão as pessoas que tem interesse nestes assuntos?

Eu sou americano, na esperança de conseguir minha cidadania brasileira, mas eu vivo no reino de Deus. Vivo no meio de leis e princípios que não mudam.  Posso confiar neles. As leis de Deus, se provaram a mim, inúmeras vezes. 

E o mais que aprendo com a história e a ciência me faz a dizer “COMO DEUS É MARAVILHOSO!”

 

Também quero escrever sobre algumas das coisas divertidas que aconte; algumas  coisas assustadoras; e sobre alguns dos desafios.

Como posso descrever a surpresa  quando um papagaio estava em cima da mesa a nossa anfitriã da casa, e picando a comida fora de nossos  pratos? E o sapo na selva que estava chamando o nome da Joooeeeeeeeeeeee.

Ou o momento em que eu estava sentado em um restaurante à beira da estrada onde paramos para comer, e os cães e galinhas vieram e fizeram a limpeza dos alimentos que caiu no chão.   As vezes as pessoas que estavam comendo simplesmente jogaram algo no chão se elas não as quiseram  Não, eu não fui a verificar a cozinha. E contrasto isso com alguns dos maravilhosamente incríveis restaurantes onde eu já comi . . .

Hotéis tão bons onde ficamos  – contrastado com minhas memórias de um hotel onde passamos uma noite e nosso quarto não tinha teto, apenas o telhado nu, e as centenas de teias de aranha entrelaçados entre as telhas e o traves de madeira. (Felizmente nemhuma aranha caiu sobre nós durante a noite.)

A grandiosidade das Cataratas do Iguaçu Falls (para mim ainda mais bonito do que a Niagara Falls), e o “encontro das águas” na Amazônia. A maravilha do Ó Redentor – a estátua do Cristo no Rio de Janeiro.

THE VIEW
THE VIEW

O dia que quase 100 pessoas foram batizados numa piscina privada, num acampamento: todos nós viajávamos de carro até lá e – assim como os batizados foram iníciando – um enorme temporal tropical começou despejar baldes de água para baixo sobre toda a gente.

Todos nós assistindo ficamos tão molhadas na chuva como aqueles que foram baptizados… e nós todos riram, cantaram, rezaram e se alegraram juntos. Aqueles que foram baptizados tinha trazido uma mudança de roupa. Todo o resto de nós fomos para casa – MOLHADOS.

O incrível céu cheio de estrelas que ficou tão perto da terra enquanto eu andava à noite em um campo duma fazenda longe de Brasília,  e longe de eletricidade.

A solidão – e as alegrias, fracassos e vitórias – os desafios de aprender uma nova cultura  idioma e país, e criando nossos seis filhos …                       

 

Meu coração anseia a compartilhar estes pensamentos e experiências.

Quem queria ouvi-los?  Será um incentivo para alguem?

– Voni     IMG_20140830_181743

 

 

Aonde Estou?

Onde estão as minhas mãos tocando neste globo hoje à noite? E onde estão suas?

Neste dia, minhas mãos físicas estão tocando as paredes de nosso apartamento em Portland, Oregon, EUA
Eu olho para fora da janela aqui e vejo árvores verdes altas balançanda na brisa, vários edifícios, uma escola primária com seu campo de esportes, uma área de grama que se estende para fora para talvez 1/2 de um bloco. Abaixo nosso apartamento no 4 º andar, está uma rua movimentada, onde o zumbido do tráfego e uma sirene ocasionalmente penetram através das janelas fechadas.

As “mãos do meu coração“ estão tocando nosso apartamento no terceira andar. num prédio em Natal, RN, Brasil.
Em Natal, as janelas e as portas de correr que se abrem para uma pequena varanda estão sempre abertas. (Quando uma tempestade de chuva vem do oceano eu vou “correr rápida” com minha bengala, para fechá-las.) É um apartamento muito pequeno: o meu “ninho.” Quando eu olhar para fora das janelas , intercaladas entre os hotéis e apartamentos, eu tenho vistas de ondas do mar e uma grande duna de areia de cerca de três quarteirões para baixo do nosso morro. A rua abaixo é de paralelepípedos: algumas das pedras faltam em dois lugares forçando  os carros andando na rua de estar cautelosos. Os sons que entram em nosso apartamento ? um carro ocasional, vozes de pedestres que andam por aí  e, de vez e quando,  os pequenos sinos do vento tocando delicadamente

Você e eu podemos estar de continents diferentes, nacionalidades diferentes e culturas diferentes. Talvez a cor de pele exterior sobre os corpos está diferente.

Mas – dentro da pele, nós somos semelhantes. Nossos corpos têm sangue vermelho que nossos corações bombeam. Nossos cérebros estão em nossas cabeças, entre os nossos ouvidos. (Às vezes me pergunto sobre o meu, se verdadeiramente está no lugar certa ou não?)

Me  diga, você já parou de olhar  para si mesmo para ver o que suas mãos físicas estão tocando?

E em suas memórias? O que as suas  “mãos do coração” estão tocando?

O que você está pensando?

Encontrar Eliza – Encontrar-me

Portland, OR
2005/04/22
“Encontrar Eliza”

Estou acordado desde 4:30 desta manhã. Incapaz de dormir. Veio para a sala de estar, coloco o computador no meu colo. Muitos pensamentos passando por meu cérebro, mas eles estão emaranhados e confusos. Vau ver se eu posso separá-los.

Ontem à tarde, minha mente e meu corpo estavam cansados depois de trabalhar no computador na resolução de itens diferentes. Eu fiz algo que quase nunca faço: me estirei em cima do nosso pequeno sofá. Minha cabeça repousadp em cima dum dos braços almofadado; meus pés em cima da outra. Senti-me bem – e minha lógica era que foi bom para a minha circulação, porque nesta posição, os meus pés ficaram mais altos do que o meu coração. Desde que eu não queria desperdiçar o tempo, pequei o meu Kindle roxo e começei a ler um livro chamado Finding Eliza por Stephanie Fishman.

Planejava permitir-me apenas uma hora. ERRADO!

Em vez duma hora, passei várias horas me estirado em cima daquela sofá, “melhorando a minha circulação sanguínea”, envolvido em uma história que tocou minha mente e meu coração! Fui vividamente lembrado da importância da família e amigos, como essas relações nos ajudam a caminhar através de tempos de “sem respostas” no meio dos acontecementosl Como a Palavra de Deus faz uma “pegada” em nossas vidas, e traz direção.  O autor pintou cenas com as suas palavras que estão vivas na minha mente.

As horas se passaram. Eu terminei o livro, fechei o meu Kindle, e me levantei a pensar. Eu gostei da leitura, eu gosto do livro, mas eu estava preocupado, inquieto no meu espírito. PORQUÊ?

Como eu bater nessas teclas de computador, eu quero colocar em palavras a desembaraçar das minhas emoções a partir da leitura Finding Eliza e os desafios que ela tinha.

Primeiro:esteja ciente que eu estou escrevendo isso do ponto de vista de se mover para fora do meu país para outro continente e cultura, vivendo lá a maior parte da minha vida.
Para fazer isso eu tive que deixar para trás os piqueniques em família anuais, a fácil disponibilidade para estar com os meus pais e irmão; toda a família … Centenas de pessoas  Os nossos seis filhos perderam contato com seus avós, tias, tios e primos.

Nós nos mudamos para uma cultura onde a família é muito importante. Eu não tinha nenhuma preparação pela dolorosa solidão que experimentávamos sem família alargada e eu chorei por meus filhos. Como eu morava no dia a dia, eu literalmente pendurado para o verso Matt 19:29 quando Jesus está falando.
Nova Versão Internacional
“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos por minha causa, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.”

Isso foi em 1967, antes de satélite, internet, fáceis ligações internacionais, nada de Skype ou Facebook ou Google NADA!
Uma carta levava cerca de 10 dias (indo para ou do Brasil), se chegasse?.
Em 1967 nós estávamos lá, vivendo no meio de uma linguagem totalmente diferente, numa cultura totalmente diferente, isolado dos Estados Unidos. Sou incapaz de descrever a profundidade das emoções e questões: a necessidade absoluta de ler as escrituras acima muitas vezes para manter minha sanidade. Nós, e nossa 5 (em breve 6) filhos estavamos vivendo no Brasil, e precisavamos aprender a estar “em casa”no Brasil. Nós estávamos andando numa choque cultural, bem grande!

Passou três anos antes que eu começarei a me sentir um pouco em casa. Amizades ao longo da vida começaram a se formar, mais fluente na língua, a cidade de 2 milhões começando a me familiarizar; Eu até sabia alguns bons atalhos quando estava dirigindo. Eu tinha passado por muitas fases de choque cultural … ainda tinha mais na minha frente.

O que isso tem a ver com o livro Finding Eliza ?
Eliza encontrou uma cultura diferente: uma para o qual não estava preparada.Fiquei surpreso como eu me identifiquei com as suas frustrações, incredulidade e raiva.

Este pequeno livro tocou nas cordas de coração da minha vida, tocando acordes eu tinha quase esquecido, fazendo com que as memórias eram como enchente, entrando a inundar a minha mente e minha alma; me lembrando mais uma vez da importância da família. Amor expresso como aprendemos a estar juntos, amor trabalhando através de personalidades variadas, discordâncias, mas ainda juntos, mesmo se estuver seperados pelos milhares de quilômetros. Isso requer transparência, a honestidade, a vulnerabilidade e enormes quantidades de perdão.

Deus sabe que muitas vezes falhamos miseravelmentes neste atribuição da família que Ele colocou em nossas mãos. Mas Ele nos dá o exemplo vivo da unidade da família através do Deus Trino – três num só; e Ele invade nossas vidas com parentes de sangue, família espiritual, entrelaçando-os dentro e com as nossas vidas, enriquecendo e desafiando-nos.

E – o que agora? O que é uma das minhas próximas lições?
Será que o Senhor me permita viajar, ter tempo com os entes queridos, tanto nos EUA e no Brasil?
Eu estou esperando por essa bênção porque eu odeio separação. E há tantos de vocês quem desejo muito a ver.
Mas, eu não tenho idéia nenhuma o que Ele vai fazer comigo. Ele é, mais uma vez, me colocando em uma situação em que – se eu quizer a paz interior – Eu tenho que confiar nEle.

Tenho que sorrir e quase rir. Ele tem feito isso comigo tantas vezes ao longo dos anos. Alguém poderia pensar que eu teria isso bem aprendida até agora. A verdade é que eu aprendi a profunda alegria que há em confiar nEle. No entanto, em cada circunstância, há sempre um novo desafio de aprender de novo do caminho da obediência e confiar totalmente mais uma vez.

Acho que já desembaraçei a maioria das emoções e pensamentos da outra noite.Vamos ver
Talvez eu vou dormir melhor esta noite.

E Stephanie Fishman, obrigada. Seu livro Finding Eliza conectou comigo em áreas que tinha quase esquecido e precisei me lembrar.

– Voni P.