UMA HISTÓRIA QUE É A REALIDADE – PARTE 4 (CAOS)

Demônios se Manifestando – Deus está me Ensinando
Nova Friburgo, RJ

Meus anos morando no Brasil tem me ensinado muito e há mais para aprender.
Cal, eu e nossos três filhos mais novos estamos morando nesta cidade em algumas montanhas que se erguem nas alturas perto do Rio de Janeiro, Brasil.
É inverno e FRIO à noite.

(Só para você ter uma ideia, podemos ver nossa respiração quando nos levantamos; até que a madeira seja colocada na pequena lareira para tirar o frio da casa).

A pequena casa que estamos alugando tem três quartos e dois pequenos banheiros com chuveiros elétricos – quanto mais lentamente sai a água, mais quente ela é. Obviamente, se alguém deixa a água sair devagar demais, o chuveiro elétrico para de funcionar e tudo o que você obtém é ÁGUA FRIA. É uma tarefa delicada manter a água em uma temperatura agradável: o que significa que raramente se consegue.

Nossas duas filhas dormem juntas com cinco ou seis cobertores empilhados em cima delas, nosso filho dorme com roupas que aquecem e muitos cobertores. Cal e eu temos um cobertor elétrico com um cobertor pesado por cima dele e nós nos consideramos RICOS!

A maioria de vocês pensaria que éramos loucos ao agradecermos por essa casa, mas havia muitas risadas ali, com muitos jovens passando através dela.

O jantar era geralmente depois do anoitecer, com uma boa fogueira, para que a casa estivesse quente. Eu aprendi a fazer geleia de goiaba … que com pão francês fresco, café e leite quente e limonada fresca feita no liquidificador, 10 ou 12 jovens amontoados ao redor de uma pequena mesa … nós poderíamos comer MUITO.

Algumas semanas antes, quarto desses jovens chegaram e bateram à nossa porta para perguntar se estaríamos dispostos a ensinar-lhes lições da Bíblia. Nós sempre estaríamos!
Começamos – agora o grupo estava crescendo e logo aumentaria demais para reunirmos em nossa casa, mas ainda não chegamos lá…

À noite, depois que comemos, fomos para o prédio de uma das meninas para fazer um Estudo Bíblico na “sala social” do prédio dela. Havia 20 ou 25 lá … Foi um ótimo tempo. Antes de partir, todos formamos um círculo, de mãos dadas para podermos orar. A garota à minha direita que segurava a minha mão foi a que nos convidou para ir ali. Eu não a conhecia, mas descobri que o nome dela era Eleanor; então demos uns grandes sorrisos ao apertarmos as mãos.

Um dos meninos começou a oração – quando de repente – confusão! Aconteceu tão rápido que levei um minuto para entender o que estava acontecendo.

A garota que estava segurando minha mão foi jogada no chão e se contorcia e gritava. Todos os jovens estavam orando com força e pulando, tentando colocar as mãos na garota. O barulho e a confusão eram surpreendentes! Eu mal conseguia ouvir minha própria voz.

Lembro-me de me perguntar o que as pessoas no prédio estavam pensando sobre o barulho vindo do andar de baixo?
E eu pensei: “quando Jesus expulsou espíritos malignos, eu não penso que foi assim que Ele fez isso. “

Eu consegui entrar em meio das pessoas ali e tocar Eleanor. Comecei a orar com uma voz baixa, expulsando os espíritos dela. O nível de ruído diminuiu (aquela garota podia realmente gritar quando os demônios se manifestavam).

De alguma forma Cal fez com que esses jovens começassem a orar em silêncio e os últimos espíritos malignos saíram da moça. (Há perguntas específicas que pode perguntar para saber.)

Ajudei Eleanor se levantar, depois a abracei. Todos que estavam lá também vieram abraçá-la. Expliquei um pouco do que tinha acontecido com ela e ela me contou que estava frequentando reuniões espíritas. (Isso explicou tudo para mim).

Cal e eu oramos com ela mais uma vez antes de ela subir para o seu apartamento. Todo mundo foi para casa um pouco abalado, alguns não entendendo o que havia acontecido.

(Na noite seguinte, em nossa casinha, tínhamos muito o que ensinar, explicando com nossas Bíblias abertas, enquanto trabalhamos os acontecimentos da noite anterior e o porquê não podíamos mais retornar à área social do prédio.

Entretanto, antes de nos encontrarmos na noite seguinte. Deus me permitiu ter uma lição ainda mais clara que eu nunca esqueci.


-Voni-

Uma História que é a Realidade – Parte 3

Quando me levantei da cama de manhã, não tinha ideia que Deus iria fazer daquele um dia inesquecível.

Cal me deixou perto da escola Americana onde eu lecionava as 5ª e 6ª séries. A escola estava em uma antiga casa que tinha sido adaptada para lidar com aulas. Provavelmente não havia mais de 100 alunos para todas as séries. Gostei do ensino porque também aprendi.

Enquanto caminho em direção à escola, o calor do sol nas minhas costas e as manchas de sombra das árvores são maravilhosas. A calçada é larga, mas quebrada em alguns lugares; portanto, é preciso ter cuidado para observar onde você pisa.
Ando devagar porque estou discutindo com Deus enquanto tento entender.

Foi isso o que aconteceu:
Maria Vitória é uma jovem que eu amo. Ela era estudante de intercâmbio em Portland, Oregon, onde morávamos e estava constantemente em nossa casa, apesar de não sermos seus “pais” oficiais.

Sua verdadeira casa era em Belo Horizonte, onde agora morávamos, e passamos a amar seus pais e irmã mais velha. Muito do meu aprendizado sobre o Brasil foi em sua casa. A família era católica/ espírita e do ramo do espiritismo de Alan Kadec. Eles me faziam sentir bem-vinda sempre que eu ia lá, pois todos falavam inglês. A casa deles se tornou uma espécie de refúgio para mim – um lugar de “segurança”.
E conversava muito com eles sobre Deus e Cristo.

Há cerca de um mês antes, Maria Vitória sofreu uma queda desagradável na calçada, raspando gravemente as pernas e os joelhos. Ela fez várias consultas aos médicos, mas suas pernas se recusavam a sarar. Alguns dias antes, ela foi a uma reunião espiritualista e o médium curou suas pernas imediatamente. Ela ficou emocionada e contou a todas as amigas o que havia acontecido.

Eu estava pensando sobre isso enquanto andava… e chateada com Deus.
“Pai, o que está acontecendo?! Eu sei que Jesus curou pessoas quando andou aqui na terra, e li histórias em que as pessoas diziam que foram curadas hoje em dia. No entanto, fui ensinada que os dias de milagres e curas terminaram quando todos os apóstolos morreram.

Mas olha para isso! Maria Vitória foi curada por um médium espírita. Eu acredito nela. Sei que ela é sincera e não exagera, e não há possibilidade de entender mal o Inglês dela. Isso realmente aconteceu!

Como encaixo isso no que eu acreditava ser verdade?
Os médiuns espíritas tem mais poder do que o Senhor?
Não, eu sei que não é verdade. O Senhor é Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo! O Senhor é Deus, Três em Um.
Todo poderoso. Onipotente. Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
Não existe NINGUÉM OU COISA mais ponderosa que O Senhor”Eu estou quase em lágrimas. Eu não entendo!

A quietude vem calmamente quando um novo pensamento invade minha mente.
Não, satanás e seus demônios não tem força sobre Deus, mas se eles puderem plantar sementes de dúvida na minha mente, eles vencem.

“Eles não vão ganhar de mim.
Há apenas uma solução que eu posso ver.
Deus tem mais poder.
Portanto, Ele tem mais poder para curar que qualquer espírito.
Fui ensinada que milagres e espíritos malignos não existem hoje.
Esse ensino estava errado!
Deus tem TODO poder.

Satanás fez o homem quebrar as promessas que Deus lhe deu, o que fez com que Satanás se tornasse o senhor dessa terra em vez do homem.
Um homem – sem pecado – teve que morrer para restaurar aquele contrato.
Jesus fez exatamente isso!
Ele criou um novo contrato e me comprou, liquidando a dívida que Satanás criou.”
E uma parte de Deus, o Espirito Santo, entrou em mim para me ajudar e dando a força e o entendimento que eu preciso!

“Senhor Deus, estou recebendo um novo conceito sobre tudo.
Obrigado por seu Espírito Santo, que está me revelando isso!
Você terá que me ensinar como vencer batalhas espirituais.
Essa foi uma?”
Subo os degraus da escola, cumprimentando alunos e professores.
Ninguém sabe que meus conceitos de vida foram totalmente alterados pela minha conversa com Deus enquanto eu caminhava para a escola sob o sol.

Também não entendi o que isso significaria, nem como Ele continuaria a me ensinar até hoje, enquanto eu ouvia um querido irmão do Sri Lanka compartilhar o que ele aprendeu sobre a Guerra Espiritual.

Percebo que também tenho histórias de batalhas onde o mundo espiritual se espalhou pelo nosso mundo físico … que agora estou disposta a compartilhar. Está na hora, pois as batalhas se tornarão mais ferozes e precisamos saber como usar as armas que Deus nos dá.

– Voni-

Uma história verdadeira – Parte 2

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Minha vizinha de porta, Maria, e eu estamos na cozinha dela.

Ela está conversando comigo e agora está usando um tom de voz sério. Eu ainda devo ouvir atentamente para entender e minha mente vagou enquanto me perguntei: Maria, por que todos se chamam Maria, até alguns homens? O médico de um amigo se chama José Maria Santos. Por quê???

De repente, uma palavra veio: “médium” … em referência à pessoa que fala e ouve dos espíritos, transmitindo seus pedidos e ordens a você.
“Desculpa, eu não entendi”.

“Você precisa me ouvir com mais cuidado!” – Maria engasga.
“Estou falando que você PRECISA levar Joãozinho para um médium para que ele melhore!
Ele está doente há vários dias com uma febre e diarreia e isso é perigoso. Ele pode ficar desidratado sem você nem mesmo saber!”

Meu estômago revirou. Nossa criança de três anos precisa de um médico, não de um médium.
Maria continua: “Pense nisso. Sempre que um dos meus filhos adoece, eu os levo ao médium que conheço. Eu ficaria feliz em levar você e Joãozinho”.

Eu a agradeço profundamente.
Aprendi a fazer isso bem ao descobrir o quanto os brasileiros gostam de ajudar. Depois nos beijamos nas bochechas um do outro (bochecha esquerda primeiro, para não bater no nariz).

Volto para minha casa, falando com Deus enquanto eu vou.
“Senhor, me ajude! Por que Joãozinho está tão doente? Todas as crianças sabem beber do filtro, e não da torneira. Não é a cauda de jacaré que comemos há alguns dias – pelo menos acho que não! Eu sei que foi bem frito. O QUE está errado? “

Estou preocupada. Sem telefone para ligar por ajuda. Ando e oro, verifico Joãozinho e busco mais água para ele, então oro e ando.

Aproximadamente 45 minutos depois, alguém bate na nossa porta da frente. Ouço Cal responder, e depois vozes conversando. Eu desço as escadas. Paulo e Ana (um casal brasileiro que irão se casar em alguns meses e que falam em Inglês, irmã mais nova de Ana (sua irmã estava com eles como acompanhante – em 1967 qualquer casal tinha que ter acompanhante em um encontro), um outro homem, que também fala em Inglês. Estou emocionada por ter companhia e fui para cozinha para fazer um cafezinho.

Paulo me para.
“Voni e Cal, eu trouxe Dr.Fábio aqui para ver Joãozinho. Dr. Fábio é um obstetra. Alguém nos disse que o pequeno filho de vocês está doente, e Dr. Fábio quer vê-lo, antes de tudo. Depois vamos todos tomar aquele café”.

Eu quero saltar, louvando a Deus. Nesta manhã Maria me disse que eu precisava de um médium. Deus sabia que precisávamos de um médico, e Ele trouxe um para nós!

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O que aprendi? Estávamos usando um poço, então eu confiei na água. ERRADO.
Dr. Fábio tira uma amostra da água para os laboratórios, examina Joãozinho, dá remédios – depois nós adultos tomamos um delicioso cafezinho, juntamente com uma visita maravilhosa antes de nossos convidados saírem; e Dr. Fábio dando-me uma versão resumida das coisas que eu precisava fazer imediatamente.
Eu tive que começar a ferver toda a água por 30 minutos antes de usá-la. 24/7 Mesmo a água usada na escovação dos dentes.
Alguns dias depois, o relatório do laboratório afirmou que a água estava fortemente contaminada. Assim, o regime de ebulição da água continuou o tempo todo em que moramos lá… 😊

Esse dia sempre se destacará em minha memória como um momento de um luz brilhando.
Eu ainda me lembro do choque de Maria dizendo que eu deveria levar nosso filho a um médium.
O espiritismo estava impregnado em suas vidas. Lidar com os espíritos – eu pensava que os espíritos malignos existiam nos tempos bíblicos, mas não agora?

Eu tive muitas lições de Deus me mostrando que isso não é verdade. Por causa de Sua graça, as lições começaram gradualmente. Vou compartilhar algumas deles com você, pois quero que você esteja ciente do mundo espiritual que cerca você e eu. É tão real quanto meus ossos e minha carne.

Podemos negar que anjos, espíritos malignos e/ou milagres existem hoje, mas o que pensamos não muda a realidade.
Nas histórias a seguir posso mudar alguns nomes e nem sempre mencionar o ano … mas o que aconteceu, aconteceu.
– Voni –

Uma História

Uma história verdadeira. Parte 1 

Foi assim que tudo começou. 
. . Uma menina nascida em Ontário, Oregon, numa pequena comunidade situada no meio de fazendas e ranchos, em 28 de agosto de 1932. 
Nome? Vondelae Eldred (sem nome do meio – e as pessoas sempre me perguntavam o porquê. Sim, havia um motivo). 

Uma breve história: meu irmão nasceu em 1934. Em 1935, papai vendeu sua parte da fazenda para o irmão dele e nos mudamos para Bellingham, Washington, perto da fronteira com o Canadá. Papai começou um negócio de entrega de combustíveis (na época, o combustível era carvão). 

Minha lembrança mais antiga foi quando eu tinha três anos e convenci meu pai a me deixar secar as louças que estava lavando (Mamãe estava cuidando do meu irmão). Papai puxou uma cadeira ao lado dele, me ajudou a subir e ficar em pé e me deu uma toalha para secar as louças. Eu era uma garotinha muito orgulhosa e papai escondeu bem o nervosismo enquanto mantinha um olhar atento sobre mim. 

As memórias vêm rolando… tomei um gole do perfume da mamãe após instruções severas para não tocá-lo – claro depois que tomei – para minha tristeza. 

O caminhão de gelo dirigindo pelo beco e eu correndo para contar ao motorista quanto gelo precisávamos para o nosso ‘refrigerador de gelo’, que usava enormes pedaços de gelo para manter a comida fria (antes da época das geladeiras elétricas) e a bagunça que acontecia na hora de livrar da água gelada e colocar novos pedaços de gelo… o chão da cozinha sempre recebia uma limpeza profunda depois. Adorava a confusão – mamãe odiava. Para ela, a pior parte era que precisávamos fazer isto a cada dois dias. 

Fazendo buracos em cada abacate numa caixa de abacates para ver se eles estavam maduros (ainda amo abacates). 
E mais lembranças – algumas engraçadas, outras embaraçosas. 

Quando tinha cinco anos, nossa família mudou para uma pequena fazenda perto de Bellingham, Washington. Papai amava a terra e sempre achava uma maneira de trabalhar com ela, onde quer que morássemos. 
Ele adquiriu outro caminhão para a firma, e a “Eldred Fuel” se tornava uma parte dos negócios de Bellingham. 

Mais memórias 😊 Mamãe e papai amavam a Deus, um ao outro, e meu irmão e eu … nessa ordem. Eu estava segura naquele amor, e amei Deus, meus pais, e meu irmão (de vez em quando. 🙂 

Tivemos as divergências normais entre irmãos, mas papai não permitiu brigas. Ele nos ensinou sobre como o coração pode ser partido pelas palavras raivosas. Com o tempo e a experiência, aprendi o valor desses ensinamentos. 

Conversava com Deus o tempo todo, sobre tudo – e ainda o faço. Jesus também estava envolvido nessas conversas, mas eu não sabia muito sobre o Espírito Santo, além de que Ele também fazia parte da Trindade. Entendi o valor do batismo nas águas – e fui batizada aos onze anos. 

Agora vou pular anos de lembranças – direi apenas que era um mundo diferente daquele que conhecemos agora. Mas Deus não era diferente. Ele sempre foi Deus e presente na minha vida. Contudo, ainda não conhecia o Espírito Santo, mas estava prestes a aprender! … 

No verão de 1967, nossa família (Cal Hall, eu e nossos cinco filhos – de 15 a dois anos) se mudou num navio cargueiro japonês para o Brasil. Fizemos parte de um grande grupo (em 1968 – 68 pessoas) que se mudou para trabalhar juntos e compartilhar as Boas Novas sobre Jesus Cristo em Belo Horizonte, MG, Brasil. O grupo começou a se formar em 1962, representando anos de trabalho e aprendizado, e foi chamado de “Operação ’68”. 

Estávamos tão preparados quanto podíamos estar, mas eu não tinha ideia nenhuma de algumas das aventuras que agora indelevelmente estão impressas em minha mente. Elas estavam esperando por mim, incluindo a mudança ao lado de uma família espírita ativa. 

Foi quando Deus iniciou um processo de ensino mais profundo. Vou compartilhar um pouco mais sobre isto amanhã. 
– voni 

AGRADECENDO DEUS – SEMPRE

Hoje estou me sentindo pensativa. Memórias passando na frente dos meus olhos. Você entende o que quero dizer? 

**** Uma piscina antiga em Contagem, MG. O musgo crescendo entre algumas das pedras… mas o Sr. José mantem a água limpa para que a família e os amigos possam se refrescar nos dias quentes sem vento. Algumas mangueiras estão crescendo próximo à beira da piscina, assim podemos pegá-las para comer. Em seguida, pulamos de volta na água e assim nos limpamos do suco da manga. 🙂

****A casa que construímos no topo de uma montanha perto de Belo Horizonte, MG. Foi um milagre, pois não tínhamos sálario vindo dos Estados Unidos… ganhávamos o dinheiro que pagava nossas contas ensinando inglês. Para nós, parecia absolutamente impossível,de construir uma casa. Mas não foi impossível para Deus!

Tenho MUITAS memorias de lá: risos e lágrimas. Mas hoje, quero contar uma incidente um dia quando estava lavando a roupa.

****A lavanderia ficava no porão… uma vez por semana, eu levava todas as roupas de cama e roupas sujas, separava-as em pilhas no chão de cimento (muitas pilhas), enchia a máquina de lavar com água fria e adicionava sabão Omo, jogava a primeira pilha de roupas na máquina, enchia os dois tanques de metal com água e começava. (As vezes, eu pensava em todas as vezes em que ajudei minha mãe a lavar roupas no mesmo tipo de máquina, no porão da casa da mamãe e papai nos EUA … tantos anos atrás!)

Mexendo com esta roupa, a máquina, os tanques e a agua foi como uma dança que durava muitas horas.

Primeiro, a roupa ia para o maquina de lavar para mexer, depois passava pelos rolos para primeira tanque para enxaguar, depois, espremia com os rolos para uma segunda tanque para enxaguar novamente e espremer novamente para a cesta de roupas. Era automático jogar as roupas até que fossem lavadas e levadas a cesta para pendurá-las… Minhas mãos e corpo estavam trabalhando e minha mente estava conversando com Deus – muito! Descobri que era um ótimo momento para resolver as coisas, nas minhas conversas com Ele.

****Uma lembrança que se destaca: Uma tempestade chegou e nos cercou lá na montanha: com todo seu barulho e raios. Só tinha o último cesto de roupas para pendurar… e corri para fazer isso.

O restante da área do porão tinha apenas um piso de cimento inacabado, e a parede do lado de fora estava aberta ao clima, com os tijolos criando uma sensação de “estar fora mesmo dentro”. Para o varal, tivemos que usar linhas de arame estendidos em vez de linhas de algadao de varal – pois o último não existia em nosso local.

Saí correndo da lavanderia com aquele cesto de roupas e comecei a usar os últimos prendedores de roupa para pendurar as roupas molhadas na linha de arame – isto NÃO foi inteligente! Até algumas vezes senti meu corpo arrepiar quando os raios se arquearam no céu. Somente mais tarde, quando pensei naqueles “arrepios”, percebi que bênção era estar usando tênis resistentes, com borracha suficiente para interromper meu contato com o chão – E um Pai amoroso que me protegeu!

A lição? Inúmeras vezes Deus nos protege. Muitas vezes sem que percebêssemos quando isso aconteceu.

Somente depois, ao olhar para trás, percebemos – e ficamos cheios de agradecimentos! Qualquer hora que reconheço esses momentos, fico admirada e agradeço a Ele novamente.
Voçê está agradecendo Deus sempre? e pode pedir o Espirito Santo que lhe mostre algumas vezes que Ele protegeu você… Você pode ficar surpreendido.

-voni-

“16 Alegrai-vos sempre, 17 oram continuamente, 18 dão graças em todas as circunstâncias; pois esta é a vontade de Deus para você em Cristo Jesus.” 
1 Tessalonicenses 5: 16-18 

VOCÊ SABIA…

Não – a foto não é do oceano em Natal

Nem os tetos e o céu do apartamento em Brasília

Nem a grama verde e as casas ao redor de um pequeno lago ao norte de Miami

Nem o quintal da casa da minha filha em Portland, Oregon.

Pelo contrário, é a vista da minha cadeira onde estou sentado e escrevendo

na casa de outra filha em Valdosta, na Geórgia.

Os oito meses em que estive em Brasília (capital do Brasil) foram loucos. Nada como planejado, mas Deus ainda estava envolvido. Quão grato sou por isso!

Aprendi mais sobre idade e dor e continuo aprendendo mais destes assuntos. Essas aulas me seguem, independentemente de onde eu esteja.

Estou trabalhando no aprendizado: como posso ensinar e compartilhar de forma eficaz usando a Internet? Eu fiz várias aulas ao vivo enquanto estava no Brasil. Agora eu preciso aprender como fazê-las daqui.

Também estou trabalhando para montar as coisas para seguir em frente em dois livros. Gostaria que eles terminassem em outubro – o backup da oração seria apreciado!

Fevereiro: eu estava em Brasília quando a pandemia ocorreu. Por causa da minha idade, eu estava presa no apartamento que, graças a Deus, tinha uma pequena varanda para que eu pudesse respirar ar fresco.

Meus seis filhos nos Estados Unidos começaram a pedir para que eu voltasse.

No final de maio, menos vôos entre o Brasil e os EUA. Estava na hora de voltar.

Deus abriu as portas, eu tinha quilometragem, então cheguei aos EUA no dia 2 de junho, passei alguns dias com o filho Jonathan Hall e a família em Miami, depois fui para Valdosta.

Durante essa fase das coisas, as mensagens enviadas no meu blog foram interrompidas por um período de tempo. Agora trabalhando para normalizar. Muitas coisas para colocar aqui.

QUANDO você receber isso, por favor, responda com um simples “recebido”. Isso vai me ajudar muito gostaria de saber se vocês estão bem.

E se você tiver alguma dúvida ou comentário sobre algo que gostaria de saber no futuro, deixe essas informações e eu responderei.

Deus abençoe!

‘Voni’

Carta do “Ben”

De : Senhor Ben Gala
Para: Amigos e Amigas de Pastora Voni Pottle

Deixe-me tirar as coisas menos importantes do caminho,

Meu nome é Senhor Ben Gala … um nome de que me orgulho, que está no dicionário português há anos. A tradução para o dicionário do idioma americano é “cane”, mas eu prefiro muito mais o meu nome brasileiro! Acredito que ele carrega muito mais dignidade do que aquela minúscula palavra “cane’, que é realmente inconsistente com minha posição de responsabilidade de ajudar a Pra. Voni (para aqueles que não falam português, isso significa Pastora Voni – que é a palavra feminina para pastor). Perdoem, me desviei.

O que faço é tão importante? Ajudo uma mulher de 87 anos a andar sem cair. Eu não a considero uma pessoa normal de 87 anos. Ela fala fluentemente em inglês e português e também escreve nos dois idiomas (o português é considerado um dos idiomas mais difíceis: faz o espanhol parecer uma brincadeira de criança gramaticalmente). Às vezes ela reclama do sotaque.

 Todavia, como um professor de idiomas disse a ela há muitos anos, “um sotaque prova que você fala mais de um idioma!” Eu concordo totalmente com ele!

Ela tem alguma dificuldade para caminhar (e é por isso que EU SOU TÃO IMPORTANTE EM SUA VIDA!)

Ela também tem dupla cidadania, americana e brasileira. Ela e eu sempre nos lembraremos dos dias em que ela recebeu sua carteira de identidade brasileira e depois o passaporte brasileiro. Ambos estão bem guardados, junto com seus documentos americanos.

Eu estava lá … e orgulhoso de estar ao lado dela! Ela me usou muito naquele dia, enquanto caminhávamos pelo prédio da Justiça Federal, que é um edifício impressionante! Depois, caminhamos por calçadas quebradas (isso era um desafio para mim) para entrar em um prédio antigo (ITEP) – não me pergunte o que essas iniciais significam.

Quando entramos naquele prédio, uma longa escada velha nos encarava.

Os funcionários se ofereceram para levar o equipamento de impressão digital e os selos dos documentos lá embaixo onde estávamos, mas ela se recusou a trazer tudo para o andar de baixo (eu já lhe disse que essa senhora pode ser muito determinada – eu a chamo de teimosa). Ela insistiu em poder subir as escadas e depois voltar a descer. Eu, junto com alguns amigos e uma das suas filhas que estavam conosco, todos tentamos convencê-la a não usar aquelas escadas, apesar de haver um corrimão (que ela usa muito bem).

Ela não iria ouvir!

Subimos as escadas devagar, uma de cada vez, e ficamos TODOS aliviados quando chegamos ao topo.

Entramos no escritório e estávamos sentados. As damas do escritório nos trouxeram café e água fria e nos parabenizaram por subir as escadas! Todos (exceto eu) gostaram da água e do café. Eu tinha que apenas olhar enquanto estava apoiado contra uma parede ☹

Eu tive que rir (embora eles não pudessem me ouvir) quando tiraram as impressões digitais dela. Que bagunça!

Quando ela terminou, suas amigas tiraram uma foto de suas mãos enquanto ela as apontava para a câmera: cada dedo PRETO. Eu ficaria envergonhado, mas não ela! Ela ficou tão emocionada por receber seus documentos que apenas riu. Ela sorri e ri muito. Está sempre falando sobre o quão bom Deus é para ela!

Terminamos todos os documentos, agradecemos às damas do departamento e depois voltamos para as escadas! Você sabia que é mais difícil descer do que subir as escadas?

Descemos as escadas, uma de cada vez. Quando chegamos lá embaixo, nós paramos e agradecemos novamente aos funcionários. Fomos para o carro (andando por mais calçadas quebradas), dirigimos de volta ao Prédio da Justiça Federal, onde a Pra. Voni recebeu o arquivo de papelada (processo de naturalização) de uma funcionária de lá. Ela imprimiu o cartão de cidadania brasileira e o entregou para a Pra. Voni.

Você não pode imaginar os sorrisos e abraços. Eu acho que todo mundo estava tão feliz e emocionado quanto a Pra. Voni.

Eu sei que eu estava!

Terminamos a tarde indo a um ótimo restaurante com vista para o oceano. Este foi um presente da Pra. Voni a todos por toda a sua ajuda e paciência.

Mais uma vez, eu estava encostado a um pilar – desta vez pude ver o oceano. Acho que ninguém me ofereceu comida nem bebida porque sou magro demais. Ninguém pensa que eu posso digeri-los – e eles provavelmente estão corretos. ☹

Essa é apenas uma das muitas experiências que tive ao ajudar a Pra. Voni.

Voltarei e compartilharei mais com você.

É uma vida cheia de contrastes … emoção … lágrimas … e satisfação.

Eu acho que ela está certa sobre Deus ser tão bom com ela – e comigo também.

Atenciosamente,

Sr. Ben Gala

Sr. Ben Gala

O PERDÃO É LINDO

Meus olhos seguem uma águia voando no céu...

…Estou observando as árvores balançando no vento agradável...

Me sinto a brisa fresca tocar meu corpo...

e eu penso em como todos destes se parecem com perdão!!!

Vejo os efeitos. Posso sentir elas no meu coração e corpo,
Mas não posso os ver.
Algumas coisas estão lindos demais para ver
com nossa visão normal
Entretanto, nossos espíritos podem perceber a perdão –
e alegrar.

 – Voni

DEUS ESTÁ FALANDO COMIGO?

Brasilia – DF, Brasil, 20 de Abril de 2020.   

Estou literalmente esparramada na minha rede.

A rede está pendurada em um espaço pequeno; minha perna e pé esquerdo estendem-se na rede, minha perna e pé direito pendurados na borda. Alastrado é a palavra correta 😉

São 17:00 horas e o sol se põe em breve. As nuvens estão cobrindo o céu, deixando pequenas manchas azuis. A temperatura é de cerca de 72 graus F. (22° C). Hoje não chove – o que é bom.

O estacionamento de parte do condomínio de quatro edifícios, aqui em Brasília, está quase cheio. Normalmente, estaria vazio. Não tenho certeza de quando a quarentena estará suspensa. Por enquanto, a população aqui no Brasil ainda está aceitando – mas os estrondos do descontentamento estão começando a crescer. Quanto tempo o país poderá sobreviver sem trabalhar?

No momento, não tenho certeza de nada: exceto que posso confiar em Deus.

Memórias de Sua fidelidade estão derramando em minha mente, juntamente com os princípios importantes que Ele me ensinou.

foto: Ahmed S Shalapy

 Lembro-me da Segunda Guerra Mundial – 1941-1945, que mostra um pouco da minha idade? 😊

Como morávamos no Estado de Washington, EUA, perto do Oceano Pacífico, o teatro de guerra japonês era MUITO real para mim.

As conversas e preocupação quando alguém encontrou um torpedo de um submarino japonês nas areias da costa. Os exercícios aéreos em nossa escola fizeram com que os alunos tivessem pesadelos. Havia mapas pendurados na frente do quadro-negro mostrando a Europa (os horrores de São Petersburgo – Rússia e a Marcha da Morte de Bataan – Oceano Pacífico) – e muitos outros lugares. Os professores nos fizeram seguir a guerra, mas sem TV. O noticiário da noite no rádio colou a população às palavras ditas

As únicas vezes em que vimos cenas do que estava acontecendo foi quando fomos ao cinema (raramente!) E vimos os noticiários – é incrível para mim o quanto me lembro.

Incerteza. Racionamento. Famílias que plantam “Victory Gardens” para poderem ter mais comida. Sem manteiga (a margarina foi inventada. Era branca e tivemos que misturar o pequeno pacote de corantes para que parecesse comestível).

Amigos e entes queridos que não voltam da guerra. Nossas vidas foram totalmente mudadas. Mas Deus ainda estava lá.

1987 – Outra época em que eu estava andando na incerteza.

Quando nossos filhos descobriram que o pai deles tinha outra família, e nenhum de nós imaginávamos. Ele era pai de mais dois filhos. A mãe deles era alguém que eu ajudava há muitos anos. Nenhuma bomba, mas a morte de nossa família, como convulsões e a verdade, bateu em nossas portas. Voltando aos EUA. Andando com medo um caminho bem desconhecido. Três anos de pesadelos e aprendendo mais sobre a fidelidade de Deus.

O Espírito Santo me ensinou muito que mudou totalmente os conceitos da minha vida. 

Perdão. Bênção. Agradecimento. Aprendendo que Deus ainda estava comigo, mesmo nos EUA. Meu marido nos abandonou, mas Deus nunca!

Hoje é diferente – mas, mais uma vez a incerteza e o medo voltam a atravessar as nações.

Para a maioria de nós, não há bombas. Porém, há morte – inesperada; deixando cada pessoa consciente de que não temos controle sobre nossas vidas.

Se fôssemos honestos, já tivemos controle sobre nossas vidas?

Não – mas gostávamos de pensar que sim.

Enquanto estou na pequena varanda olhando os telhados de Brasília, sinto um cobertor invisível sobre tudo. As ruas estão quietas. O barulho das crianças brincando é quase inexistente. Cheguei aqui apenas alguns meses antes da cidade começar a “quarentenar” há dois meses.

Agora não ligamos os rádios, mas dependemos da TV e de nossos smartphones para nos manter informados.

Até agora, temos racionamento limitado. A maioria do básico está disponível. Mas há um racionamento definitivo de abraços e beijos. E está criando um vácuo em todas as nossas vidas. É interessante a importância do toque físico. Há também um medo: a nação poderá escapar de um colapso econômico?

As pessoas estão orando: nas ruas, em seus carros e casas. Esperando pela resposta de Deus.

Muito do que está acontecendo aqui também está acontecendo nos EUA – e em outros países. 

Muitas coisas atingem você e eu, emocionalmente e fisicamente. As pessoas estão lutando contra a fadiga, o medo, a falta de paz – e a lista continua. Todavia, não é para nós nos sentirmos culpados por essas emoções; em vez disto, devemos enfrentá-las, aceitá-las e levá-las a Deus, solicitando Sua ajuda e orientação como aprendermos a enfrentar os desafios.

foto: Sérgio Lima/Poder360 – 20.mar.2020

Veja o que Paulo escreveu. Podemos aplicar ao que estamos passando agora?

2 Coríntios 1: 8-11

“8 Irmãos e irmãs, queremos que saibam das aflições pelas quais passamos na província da Ásia. Os sofrimentos que suportamos foram tão grandes e tão duros, que já não tínhamos mais esperança de escapar de lá com vida. 9 Nós nos sentíamos como condenados à morte. Mas isso aconteceu para que aprendêssemos a confiar não em nós mesmos e sim em Deus, que ressuscita os mortos. 10 Ele nos salvou e continuará a nos salvar desses terríveis perigos de morte. Sim, nós temos posto nele a nossa esperança, na certeza de que ele continuará a nos salvar, 11 enquanto vocês nos ajudam, orando por nós. Assim Deus responderá às muitas orações feitas em nosso favor e nos abençoará; e muitos lhe agradecerão as bênçãos que ele nos dará. (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

Você e eu descobriremos a mesma fé que Paulo tinha, colocando nossas esperanças em Deus enquanto caminhamos pelo desconhecido, segurando a mão de Deus (Is 41: 11-13) e conhecendo a verdade das promessas de Deus (Romanos 8:28) 

– Voni